O Programa Alimentar Mundial e o Governo do Maláui acordaram importar 48 mil toneladas de milho devido à insegurança alimentar causada pelo El Niño que afecta 5,7 milhões de pessoa no país, anunciou esta sexta-feira, 24 de Janeiro, a Organização das Nações Unidas (ONU).
Actualmente, o Maláui enfrenta graves problemas de insegurança alimentar, com 5,7 milhões de pessoas nessa situação, devido à seca induzida pelo fenómeno meteorológico El Niño, que diminuiu as colheitas no paiís, vizinho de Moçambique, em 44%, comunicou o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM).
Avaliada em 34 milhões de dólares, a importação do milho será financiada pelo Banco Mundial, adiantou a instituição, referindo que “o PAM está a colaborar estreitamente com o Governo do Maláui para combater esta emergência” e vai prestar apoio logístico no transporte do milho para os pontos de distribuição.
Além deste acordo, o PAM está a prestar assistência alimentar a mais de dois milhões de pessoas, nomeadamente através de tratamentos de subnutrição e refeições escolares, prosseguiu.
“O Banco Mundial mobilizou 50 milhões de dólares no início deste ano para ajudar o Maláui a enfrentar o impacto da recente seca induzida pelo El Niño no país”, declarou o director nacional do Banco Mundial para o Malaui, Firas Raad.
“Esperamos que este financiamento proporcione uma maior segurança alimentar às famílias vulneráveis e orgulhamo-nos da nossa estreita colaboração com o PAM”, acrescentou.
Este financiamento vem da Componente de Resposta de Emergência a Crises (CERC), do Programa de Resiliência dos Sistemas Alimentares para a África Oriental e Austral – Fase 3, um programa do Grupo do Banco Mundial que ajuda os países a aceder rapidamente a recursos durante emergências, explicou o PAM.
“Ao abrigo deste acordo, o PAM irá adquirir e transportar cerca de 48 mil toneladas de milho da Tanzânia para o Maláui, a fim de colmatar parte do défice alimentar causado pela seca do El Niño”, explicou.
O Governo distribuirá os alimentos a cerca de 954 mil agregados familiares, “num esforço nacional para aliviar a fome” e ajudar a garantir que as comunidades tenham acesso a alimentos até à próxima colheita, entre Abril e Julho, concluiu.
Fonte: Lusa


























































