Mais de 1500 pessoas que vivem há uma semana em campos de deslocados no Norte de Moçambique, vítimas do ciclone Dikeledi, precisam de apoio urgente, informou nesta quarta-feira (22) a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Segundo noticiou a Lusa, o ciclone atingiu a província de Nampula a 13 de Janeiro, sendo o distrito de Mossuril o mais prejudicado “afectando gravemente” 249 787 pessoas, entre 49 407 famílias.
“Os distritos de Mossuril, Ilha de Moçambique, Monapo, Mogincual, Liupo, Angoche e Larde foram os mais afectados, com Mossuril a sofrer uma destruição quase total”, afirma a organização no seu último relatório sobre o ciclone Dikeledi, acrescentando que, “após a passagem da tempestade, foram estabelecidas dez instalações de acomodação temporária na província de Nampula para acomodar os desabrigados.”
Actualmente, “apenas três destas instalações permanecem operacionais”, depois de as unidades de Monapo e Mogincual terem sido “encerradas à medida que as pessoas regressavam para reconstruir as suas casas”, lê-se no documento.
Os campos que permanecem em funcionamento estão todos localizados no bairro de Mossuril, nas escolas Muanona II e Chocas Mar, bem como na mesquita Tatiana, “albergando um total de 296 famílias”, com 1503 pessoas.
“As necessidades mais urgentes nas instalações incluem alimentos, artigos não alimentares, kits de higiene, redes mosquiteiras e lonas. A falta de fontes de água próximas e a necessidade de equipamentos de abrigo para a reconstrução são preocupações críticas. Foram registados casos de diarreia devido ao consumo de água contaminada, o que realça a necessidade de kits de higiene e limpeza”, alerta a OIM.
Pelo menos 11 pessoas morreram e quase 20 mil casas foram destruídas na sequência do ciclone tropical Dikeledi, de acordo com os últimos dados oficiais das autoridades moçambicanas.
De acordo com um relatório do Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres (INGD), com dados preliminares até sábado (18), a passagem do ciclone afectou quase 250 mil pessoas, com registo de 27 470 casas parcialmente danificadas e 19 751 totalmente destruídas, além de 95 casas inundadas e 44 unidades sanitárias afectadas.






















































