O Presidente eleito, Daniel Chapo, compromete-se a implementar um conjunto de reformas económicas destinadas a revitalizar o País após a instabilidade causada pelas manifestações pós-eleitorais. Chapo alertou para os impactos negativos da destruição de infra-estruturas e do encerramento de empresas, garantindo que a sua governação será pautada pela promoção da estabilidade e do crescimento económico, segundo informou a Lusa.
Falando em Maputo, durante uma visita ao infantário Dom Orione, o futuro chefe do Estado lamentou os danos provocados pelos protestos e destacou a necessidade de criar condições para a recuperação económica. “Estas manifestações provocaram prejuízos incalculáveis. Milhares de moçambicanos perderam os seus empregos e muitas empresas, construídas ao longo de anos, foram destruídas em poucas horas”, afirmou.
Chapo reconheceu que os recentes protestos expuseram desafios estruturais que exigem uma resposta urgente. “A nossa economia precisa de um novo fôlego, e isso passa por reformas que garantam um ambiente de negócios mais atractivo, segurança jurídica para os investidores e estabilidade para os trabalhadores. Precisamos de fortalecer o sector produtivo e garantir que Moçambique continue no caminho do desenvolvimento”, acrescentou.
Entre as prioridades do novo Governo, o Presidente eleito destacou a necessidade de modernizar a legislação económica e reforçar a descentralização do aparelho do Estado, permitindo uma gestão mais eficiente dos recursos a nível local. A reforma da lei eleitoral e medidas para promover maior transparência e previsibilidade económica também estarão na agenda.
A crise gerada pelos protestos, que resultaram na destruição de infra-estruturas essenciais, agravou o cenário económico, dificultando o acesso a bens e serviços básicos. “As pessoas perceberam, da pior forma, que a destruição de bombas de combustível, lojas e bancos teve um impacto directo nas suas vidas. Não podemos permitir que isso se repita”, sublinhou Chapo, apelando à unidade nacional para enfrentar os desafios económicos.
O Presidente eleito garantiu que a sua governação será marcada pelo diálogo com os diferentes sectores da sociedade, incluindo a classe empresarial, sindicatos e partidos políticos, para definir um pacote de reformas estruturantes. “Vamos trabalhar para que Moçambique tenha uma economia resiliente, capaz de gerar emprego e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, assegurou.
A tomada de posse de Daniel Chapo está marcada para 15 de Janeiro, altura em que pretende detalhar as medidas concretas do seu programa económico, num contexto em que o País procura recuperar-se dos impactos da tensão política e dos desafios macroeconómicos.

























































