O Governo chinês anunciou um pacote de investimentos de 9,5 mil milhões de dólares para África durante a sua visita à Namíbia, que marca o início da digressão do ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, pelo continente. Yi chegou à capital da Namíbia, Windhoek, esta segunda-feira, 6 de Janeiro, dando início a uma viagem que o levará também à República do Congo, ao Chade e à Nigéria até ao próximo dia 11.
A visita do governante à Namíbia tem como objectivo aprofundar as relações bilaterais entre os dois países, que já são caracterizadas por uma forte amizade e cooperação. O ministro chinês reunir-se-á com o Presidente eleito, Netumbo Nandi-Ndaitwah, e com o actual Presidente, Nangolo Mbumba, durante a sua estadia no país, que se prolonga até terça-feira.
A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, classificou a viagem a África como uma “excelente tradição” e sublinhou a importância de promover o desenvolvimento sustentável e aprofundamento das relações China-África. Ning também destacou que a visita a países como a Namíbia, o Congo, o Chade e a Nigéria visa promover a implementação dos resultados do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), realizado em Setembro de 2023, em Pequim.
Na ocasião, Xi Jinping reafirmou o compromisso da China com o financiamento de África, prometendo 49,1 mil milhões de dólares para o desenvolvimento do continente ao longo dos próximos três anos. Além disso, o Presidente chinês anunciou a implementação de 30 projectos de infra-estruturas, com foco na melhoria das relações comerciais e no aumento das importações agrícolas africanas.
A China tem sido o maior parceiro comercial de África nos últimos 15 anos, e o volume de comércio entre os dois blocos atingiu um recorde de 282,1 mil milhões de dólares em 2023. Contudo, a crescente dependência financeira dos países africanos em relação à China tem gerado críticas, com alguns alertando para a estratégia de “armadilha de endividamento”, que poderia resultar na perda de soberania para algumas nações africanas.
Apesar dos alertas, o défice comercial de África com a China diminuiu na primeira metade de 2024, graças ao aumento das exportações do continente africano para o gigante asiático. A viagem de Wang Yi é vista como uma tentativa de reforçar ainda mais a parceria estratégica entre a China e os países africanos, promovendo um crescimento mútuo e sustentável.
Fonte: Lusa

























































