O Índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG) de 2024 revela que o desempenho geral da governação em África registou uma melhoria mínima ao longo da última década. Estagnou com uma pontuação de 49,3 em 2023, um aumento de apenas +1,0 desde 2014, e o progresso parou completamente em 2022.
Enquanto 33 países apresentaram ganhos positivos, 21 nações, representando quase metade da população do continente africano, registaram um declínio na governação em comparação com 2014.
A tendência geral é preocupante, em grande parte impulsionada por um declínio constante na dimensão da segurança e do Estado de direito, que tem sido a categoria mais afectada desde 2014, com uma queda de -1,6 pontos.
Além disso, a trajectória inconsistente da participação, dos direitos e da inclusão contribuiu para a estagnação, com uma ligeira diminuição de -0,2 pontos de 2014 a 2023. Dentro destas categorias, os declínios mais significativos registam-se na segurança (-5,0 pontos) e na participação (-4,5 pontos), enquanto os direitos (-2,8 pontos) e a responsabilidade e transparência (-1,4 pontos) também pioraram, embora em menor grau.
No entanto, o relatório destaca países como as Seicheles como histórias de sucesso. As Seicheles ultrapassaram as Maurícias em 2020 para se tornarem o país mais bem classificado, com um ganho impressionante de +10,0 pontos ao longo da década, subindo do 7.º lugar em 2014. Em contrapartida, as Maurícias seguiram uma tendência descendente, perdendo -4,0 pontos durante o mesmo período.

Fonte: Business Insider Africa


























































