O Presidente da República, Filipe Nyusi, alertou que as manifestações que acontecem a mais de 30 dias em Moçambique, podem comprometer o pagamento dos salários na função pública, salientando que os protestos já estão a criar uma oscilação no processo de cobrança de receitas fiscais.
Conforme o chefe do Estado, a situação pode afectar os professores, enfermeiros e profissionais de outras áreas cruciais para o desenvolvimento do País, lamentando ainda as mortes que tem estado a acontecer no âmbito das manifestações convocadas pelo candidato presidencial do Podemos, Venâncio Mondlane.
Intervindo durante um encontro com académicos, Nyusi afirmou que há organizações que estão a responder à justiça por apoiarem os protestantes contra os resultados eleitorais, salientando que no futuro, é preciso “pensar em estabilizar a legislação eleitoral, para evitar que sempre que se vai às eleições haja revisão do pacote eleitoral”.
O governante disse que as proclamações antecipadas da vitória nas eleições, por parte de alguns candidatos, é uma das razões que levou às manifestações, que antes eram tidas como não violentas. “A comunicação de Venâncio Mondlane não tendia a orientar para manifestações pacíficas. Ao dizer que temos que nos manifestar em certos locais, é instigar a violência”, sustentou.
“Estas perdas colocam em risco o alcance da meta de crescimento económico de 5,5%, previsto para o presente ano”, disse o presidente da agremiação, Agostinho Vuma, depois de um encontro que manteve com empresários para traçar estratégias de recuperação. E continuou: “Sobre o impacto das manifestações, a forma mais saliente foi a vandalização de unidades empresariais, sendo que já foram afectadas cerca de 150 em todo o País, das quais 80% na cidade e província de Maputo”.

O responsável pela CTA, Agostinho Vuma, explicou que as vandalizações tiveram um custo de cerca de 2,8 mil milhões de meticais (45,5 milhões de dólares), e colocam em risco mais de 1200 postos de emprego, de forma directa, devido ao nível de vandalização a que foram sujeitos.
Mondlane destacou que o objectivo é mobilizar amplamente a sociedade e propor acções simbólicas, incluindo a suspensão de voos para Moçambique como sinal de protesto. De acordo com o candidato, as manifestações estão organizadas para permitir que a população se desloque para o trabalho até às 8h00, sendo que entre as 8h00 e as 15h30 todas as actividades que envolvam veículos motorizados deverão ser suspensas.
“Queremos que apenas peões se movimentem nas ruas, e os participantes sem veículos deverão usar cartazes nas suas roupas, enquanto os que possuem viaturas devem fixar mensagens nos carros”, explicou Mondlane durante uma live na sua página oficial do Facebook.



























































