O candidato presidencial Venâncio Mondlane anunciou nesta terça-feira, 26 de Novembro, a realização de mais três dias de manifestações pacíficas em todo o País, programadas para ocorrerem entre quarta-feira (27) e sexta-feira (29). Durante o pronunciamento, Mondlane apelou à mobilização popular em acções que descreveu como “pacíficas e simbólicas.”
Mondlane orientou os cidadãos a participarem nos protestos seguindo um conjunto de medidas. Entre as instruções, recomendou aos motoristas para estacionarem os seus veículos e motorizadas nas estradas das cidades entre as 8h00 e as 15h30, exibindo cartazes reivindicativos contra o terrorismo, os raptos, o crime organizado e em defesa da “reposição da verdade eleitoral”.
Durante o período entre as 15h30 e as 15h45, pediu que todos entoem o hino nacional, seguido pelo hino de África entre as 15h45 e as 16h00, salientando que “esta é também uma causa de África.”

Para encerrar, Mondlane solicitou que os cidadãos buzinem enquanto regressam a casa e pediu que todos se recolham após as 16h00, afirmando: “Vamos para nossas casas.”
A convocatória surge após Mondlane não ter participado no recente diálogo com o Presidente da República, alegando não ter recebido qualquer resposta do Conselho Constitucional, da Comissão Nacional de Eleições (CNE), da Procuradoria-Geral da República, da Presidência ou de qualquer outra instituição à qual enviou a agenda. O candidato reforçou que as manifestações devem ocorrer de forma pacífica e organizada, contando com a participação activa da população.
Os protestos têm lugar num contexto de tensão crescente no País, com relatos de confrontos entre manifestantes e forças policiais. Até ao momento, os embates resultaram em dezenas de mortos e feridos em várias regiões. Mondlane mantém a contestação dos resultados oficiais das eleições presidenciais, que deram vitória à Frelimo, e reafirma a sua própria vitória no escrutínio.
De acordo com os resultados divulgados pela CNE, Daniel Chapo, candidato apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder), venceu as eleições realizadas a 9 de Outubro com 70,67% dos votos. Mondlane ficou em segundo lugar, com 20,32%. Contudo, este declarou não reconhecer os resultados, que ainda deverão ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional a 23 de Dezembro.
Texto: Germano Ndlovo


























































