A Sotheby’s (sociedade de vendas por leilão com sede na cidade de Londres, no Reino Unido) registou, no início deste mês de Novembro, duas vendas que quebraram quatro recordes de preços para os modelos apresentados e atingiram o valor mais elevado num leilão dos últimos 10 anos.
Na cidade de Genebra, Suíça, a Sotheby´s organizou o leilão Treasures of Time (Tesouros do Tempo) e a venda bianual de Important Watches (Relógios Importantes). Os dois momentos juntos renderam cerca de 22,9 milhões de dólares (1,4 mil milhões de meticais), o valor mais alto para a casa de leilões nos últimos 10 anos. O catálogo apresentava dezenas de relógios raros e de diferentes épocas, do século XIX ao ano passado.
Patek Philippe, Cartier e Rolex eram três das 20 marcas à venda, mas foram estas as mais faladas por terem quebrado quatro recordes do mundo nos preços de cada modelo vendido.
O primeiro recorde está associado a um Patek Philippe produzido em 1947. Ao ser comprado por cerca de 3,82 milhões de dólares (244,1 milhões de meticais) tornou-se a versão mais cara do modelo alguma vez vendida. A Sotheby´s descreve o relógio como “o epítome da raridade”.



O visor de fundo claro de 35 milímetros redondo da peça, com segundos fraccionados, é feito em ouro amarelo de 18 quilates e assenta numa bracelete de pele com o fecho no mesmo ouro. Na parte de trás do relógio é visível uma gravação do nome L. Este é escrito à mão e as iniciais S.G.H numa escrita mais rígida. A história da gravação não foi revelada, mas o mistério não parece ter desvalorizado a peça.
Ainda da mesma marca e feito em 1954, o Third Series bate o recorde deste modelo com um visor preto ao ser vendido por 2,59 milhões de dólares (cerca de 165,5 milhões de meticais). O relógio de pulso cronógrafo exibe no seu mostrador o calendário em ouro e as fases da lua. O mostrador e bracelete são idênticos ao modelo referido anteriormente, com caixa em ouro amarelo e bracelete em pele.
O terceiro relógio recordista ficou assinalado como ter excedido as estimativas do preço em quase o triplo do extremo mais alto, além de ter sido o Cartier deste modelo mais caro até hoje. O Cartier Tank Oblique de caixa rectangular oblíqua de ouro e bracelete em pele preta data de cerca de 1970 e estimava-se ser vendido entre as marcas de 34 e 68 mil dólares (correspondentes a 2,1 milhões e 4,3 milhões de meticais, respectivamente). Foi vendido por mais de 190 mil dólares (cerca de 12,1 milhões de meticais).



Apesar de ter sido feito na mesma era que o anterior, o Rolex Coin Watch 50 Pesos contém uma moeda que data algures entre 1821 e 1947. Em 1971, a Rolex fabricou uma edição limitada de 10 relógios para comemorar os 50 anos da moeda Centario e o 150.º aniversário do Tratado de Córdova, que libertou o México da governação espanhola. A caixa de 39 milímetros aparenta ser uma moeda, mas abre-se a partir de um botão escondido na bracelete para expor um mostrador com quase metade do tamanho. À volta da caixa está escrito “Libertad-Independencia”. Este relógio foi vendido por 96 dólares (correspondentes a 6120 meticais).
Os valores bateram recordes, mas o que espantou foi também a demografia que desembolsou e lutou por cada lote. 62% dos compradores tinham menos de 50 anos e 32% tinham menos de 40, assegurando a leiloeira que os leilões de relógios de luxo ainda têm muitos compradores prontos para disputar cada peça.



Fonte: Must

























































