Angola está a preparar-se para lançar novas rondas de licitações de blocos petrolíferos a partir de 2026, como parte de uma estratégia para aumentar a produção de petróleo e atrair mais investimentos para o sector. A informação foi divulgada pela PetroAngola, que já está a trabalhar em novos processos de licitação para os próximos anos.
De acordo com uma publicação do Jornal de Angola, actualmente, o país segue uma estratégia de exploração petrolífera para o período de 2019 a 2025, que inclui a licitação de 50 blocos, tanto onshore quanto offshore, e a avaliação de diferentes bacias sedimentares. Este plano visa diversificar e expandir a produção, atendendo à crescente procura por mais recursos no sector energético.
A produção de petróleo de Angola atingiu o seu pico em 2008, com cerca de 2 milhões de barris por dia (MBPD), mas caiu significativamente nos últimos anos, situando-se em 1,1 MBPD em 2024. A principal razão para esta queda é o baixo investimento nos recursos offshore, custos elevados de produção e uma burocracia excessiva, o que tem afastado muitas empresas do sector.
Uma das principais estratégias do Governo de Angola para recuperar e expandir a sua produção é precisamente a realização destas novas licitações. O país também decidiu sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Janeiro de 2024, após desentendimentos com os membros da organização sobre as quotas de produção.
Na última semana, a gigante norte-americana Chevron garantiu a aquisição de novos blocos para exploração no offshore de Angola, o que demonstra o interesse das grandes empresas de energia pelo mercado angolano. Este tipo de investimento é visto como fundamental para impulsionar a produção e revitalizar o sector petrolífero do país.
O Governo angolano acredita que, com a realização destas novas licitações e uma abordagem mais flexível para atrair investidores, será possível aumentar a produção petrolífera e, consequentemente, impulsionar a economia nacional. A expectativa é que a reestruturação do sector ajude Angola a recuperar a sua posição como um dos maiores produtores de petróleo da África.

























































