A mineradora australiana Syrah Resources anunciou ter assegurado um financiamento de cerca de 9,6 mil milhões de meticais (149,6 milhões de dólares) junto da agência governamental norte-americana International Development Finance Corporation (DFC) para expandir as operações na mina de grafite de Balama, localizada no norte de Moçambique. Este é o primeiro empréstimo do tipo concedido pela DFC para uma operação de mineração de grafite, segundo um comunicado divulgado pela empresa.
Segundo informou a Lusa, o financiamento é justificado pela importância da mina de Balama na cadeia de abastecimento de minerais estratégicos para os Estados Unidos, um dos maiores consumidores de grafite para o mercado de baterias de veículos eléctricos.
Com o apoio financeiro, a Syrah Resources espera reforçar a produção de grafite, que será essencial para alimentar a sua fábrica de material para baterias em Vidalia, nos EUA. Esta unidade, segundo a empresa, já recebeu remessas experimentais de grafite moçambicana.
A Syrah Resources também informou que o primeiro desembolso de aproximadamente 4,7 mil milhões de meticais está previsto para Novembro de 2024.
Este montante permitirá à empresa gerir as condições de mercado voláteis, que têm impactado a operação e a venda de grafite natural. As autoridades moçambicanas já aprovaram o empréstimo, permitindo que a expansão da mina avance conforme planeado.
“A Syrah Resources também informou que o primeiro desembolso de aproximadamente 4,7 mil milhões de meticais está previsto para Novembro de 2024”
De acordo com a Syrah, a parceria com o Governo dos EUA visa garantir que a grafite produzida em Balama contribua para a diversificação da cadeia de fornecimento de materiais críticos, actualmente dominada pela China.
A empresa destacou ainda que a mina de Balama, em Cabo Delgado, realizou a sua primeira exportação em larga escala para um fabricante indonésio de baterias no primeiro semestre de 2024, consolidando a posição de Moçambique como um importante fornecedor global de grafite.
A produção deste minério em Moçambique tem enfrentado desafios recentes. No primeiro semestre de 2024, registou-se uma redução de 40% devido a interrupções nas operações em duas minas, entre elas a da Twigg Mining and Exploration, subsidiária da Syrah, causada pela baixa procura global e pela volatilidade dos preços.
Para o segundo semestre, a expectativa é que o financiamento ajude a estabilizar e aumentar a produção de grafite para atender ao mercado internacional.
Moçambique, que produz grafite desde 2020, registou uma produção anual de 120 mil toneladas no ano inaugural, com quedas subsequentes devido a factores de mercado. Para 2024, o Governo moçambicano espera uma produção superior a 329 mil toneladas, numa tentativa de fortalecer o seu papel no mercado global de minerais essenciais para a transição energética.


























































