O TikTok tomou medidas significativas em nove países africanos, removendo quase 12 milhões de vídeos que violavam as políticas da plataforma, durante o segundo trimestre de 2024.
Segundo o portal Tech in Africa, o Egipto liderou as remoções com 2,7 milhões de vídeos, enquanto a Nigéria e a Argélia se seguiram com 2,1 milhões e 1,8 milhão, respectivamente.
A tecnologia automatizada da plataforma registou uma melhoria notável, tratando agora 80% das remoções de conteúdos, em comparação com 62% no ano anterior. As taxas de detecção proactiva atingiram um nível sem precedentes de 98,2%, enquanto os casos de remoção indevida de vídeos diminuíram mais de metade ao ano.
A África do Sul registou uma atenção especial às restrições de idade, com mais de 143 mil eliminações de contas, das quais, a maioria, especificamente 137 663, pertencia a utilizadores suspeitos de terem menos de 13 anos de idade. O TikTok respondeu implementando controlos de privacidade mais rigorosos, para proteger os jovens utilizadores, na sequência de um acordo de 92 milhões de dólares em 2021, sobre alegações de recolha indevida de dados de utilizadores adolescentes.
“Vários países africanos intensificaram a sua supervisão da plataforma. As autoridades egípcias anunciaram planos para reforçar os mecanismos de monitorização de conteúdos até Agosto de 2024, respondendo aos apelos de activistas locais e profissionais da comunicação social para uma regulamentação mais rigorosa. O Quénia optou por uma abordagem diferente, exigindo relatórios trimestrais de conformidade, em vez de implementar uma proibição total”, lê-se no mesmo site.
Segundo o portal Tech in Africa, o Egipto liderou as remoções com 2,7 milhões de vídeos, enquanto a Nigéria e a Argélia se seguiram com 2,1 milhões e 1,8 milhão, respectivamente
O Tech in Africa destaca ainda que o TikTok tem colaborado activamente com instituições africanas para resolver problemas de segurança, nomeadamente com a parceria com a Direcção de Mulheres, Género e Juventude da Comissão da União Africana, centrada na promoção da sensibilização para a segurança online. A iniciativa enfatiza a criação de conteúdo localmente relevante nas línguas nativas, para alcançar eficazmente as diversas comunidades africanas.
O compromisso da plataforma para com a segurança regional estendeu-se à criação de um conselho africano de especialistas em Internet e informação. Este conselho aborda especificamente os desafios do discurso de ódio e da desinformação na África Subsaariana. A Somália, a Líbia, a Etiópia, o Sudão e Marrocos também participaram na iniciativa de eliminação de conteúdos, com números de remoção que variam entre 1,3 milhão e 645 mil vídeos, respectivamente.
Estas medidas abrangentes reflectem, segundo o Tech in Africa, a resposta do TikTok às crescentes preocupações com a segurança das redes sociais em África. Os sistemas de moderação melhorados da plataforma e a colaboração com as autoridades locais demonstram uma abordagem evolutiva da gestão de conteúdos digitais em todo o continente.
























































