O Governo avisou esta quarta-feira, 30 de Outubro, que “não quer que se repita” a paralisação quase total em três dias da semana passada, convocada pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, prometendo segurança às empresas, apesar do apelo a sete dias de greve.
“O nosso apelo é para que as empresas se mantenham abertas e que os trabalhadores, os funcionários, se dirijam aos locais de trabalho. O Governo vai fazer o seu melhor para garantir a segurança e queremos que o País não tenha paragem, porque isso vai ter grandes efeitos na economia”, disse o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno.
O governante liderou uma reunião que juntou hoje (30), em Maputo, ao longo de várias horas, cinco ministros, de áreas como transportes, turismo, pescas, energia, indústria e comércio, com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), para analisar “os impactos” das manifestações e paralisações convocadas por Venâncio Mondlane – que não reconhece os resultados das eleições gerais de 9 de Outubro -, realizadas em 21, 24 e 25 de Outubro, bem como nova paralisação anunciada a partir de quinta-feira (31), durante sete dias.
“Portanto, foi quase uma paralisação total, com poucas empresas a funcionarem. Este é um cenário que o Governo não quer que se repita, sobretudo porque nós somos um País pobre, uma nação que precisa de trabalhar e que já teve a experiência amarga da guerra”, reconheceu o ministro.
“Nós pretendemos que o País continue em paz, que as manifestações não sejam para a destruição da economia, que não sejam para destruição das infra-estruturas e que não seja ninguém impedido de ir trabalhar, porque essa é, de facto, a forma de termos a economia a funcionar”, disse Silvino Moreno.
O ministro garantiu que será dada segurança às empresas e que as manifestações anunciadas, desde que sem envolver violência ou impedindo os trabalhadores de se deslocarem ao emprego, “podem acontecer.”
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique anunciou na passada quinta-feira (24) a vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição a Presidente da República de 9 de Outubro, com 70,67% dos votos.
Venâncio Mondlane, apoiado pelo Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos, extraparlamentar), ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas afirmou não reconhecer estes resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.

































































