Na madrugada deste sábado, 19 de Outubro, Elvino Dias, advogado e assessor jurídico do candidato presidencial Venâncio Mondlane, foi brutalmente assassinado a tiro no interior do seu carro na cidade de Maputo, nove dias após a realização das eleições gerais no País.
O crime ocorreu na Avenida Joaquim Chissano, onde a vítima foi alvejada com 25 disparos. Além de Dias, também foi morto Paulo Guambe, mandatário do partido PODEMOS, que o acompanhava no veículo.
De acordo com uma publicação do jornal O País, Dias era uma figura central na equipa de defesa jurídica de Mondlane, desempenhando um papel crucial na contestação dos resultados das eleições gerais realizadas no dia 9 de Outubro.
A vítima liderava o processo de impugnação eleitoral, reunindo provas para serem apresentadas ao Conselho Constitucional com o objectivo de tentar anular os resultados das eleições, e estava à frente da organização de uma greve geral marcada para a próxima segunda-feira, 21 de Outubro, em protesto às alegadas irregularidades no pleito.
Nos últimos dias, o advogado havia feito denúncias públicas sobre ameaças que vinha recebendo, afirmando que sua vida e a de Mondlane estavam em risco, e atribuía as Intimidações a “esquadrões da morte”, grupos historicamente ligados ao silenciamento de opositores políticos em Moçambique.
Numa das suas publicações nas redes sociais, Dias chegou a relatar uma tentativa de assassinato anterior, sugerindo que as ameaças estavam a aumentar à medida que a tensão política no País se intensificava.
O duplo homicídio ocorre em um momento delicado, reacendendo memórias de violência política, como a morte do activista Anastácio Matavel, assassinado em 2019 em circunstâncias semelhantes. O assassinato dos dois advogados aumenta ainda mais o clima de instabilidade política em Moçambique, agravando as incertezas enquanto se aguarda a greve geral de segunda-feira, cujas consequências são imprevisíveis.




























































