É natural que, ao tomar gosto pelo mundo dos vinhos, acabe por deparar-se com algumas expressões desconhecidas e não tão comuns no dia-a-dia. E, ao provar diferentes rótulos e ler as suas especificações e fichas técnicas, já deve ter lido o termo que classifica o vinho varietal.
Um vinho varietal (também chamado de monocasta ou monovarietal) é aquele elaborado a partir de uma única variedade de uva ou aquele com alta predominância de determinada uva.
A legislação de cada região e de cada país é que determina a percentagem necessária para que o vinho seja considerado varietal.
Em países como Austrália e África do Sul, a percentagem mínima da uva varietal deve ser de 85%, enquanto na Nova Zelândia, Califórnia, Brasil e Chile, para que um vinho traga o nome de apenas uma uva estampado no rótulo precisa de ter, pelo menos, 75% dessa variedade na sua composição. Os outros 25% do total do vinho podem ser completados com outros tipos de uva, caso o produtor acredite ser necessário. Essa margem oferece ao enólogo a oportunidade de empregar no vinho maior acidez ou de dar mais corpo e estrutura por meio do acréscimo de outra cepa.
A legislação de cada região e de cada país é que determina a percentagem necessária para que o vinho seja considerado varietal
Entretanto, algumas regiões dos Estados Unidos exigem a predominância de pelo menos 90% de conteúdo varietal.
Como surgiram os vinhos varietais?
Pode-se dizer que a denominação de vinho varietal surgiu no Novo Mundo (América). O Velho Mundo (Europa, Ásia e África) prefere destacar o nome da região da produção do vinho no rótulo. Para poder competir com os europeus, os produtores americanos, na década de 1970, passaram a rotular os seus exemplares com o nome das cepas utilizadas no fabrico dos vinhos.
Por exemplo, em França, os vinhos da região de Bordeaux são denominados vinhos do tipo Bordeaux, mesmo que a sua composição seja formada principalmente de uvas Merlot e Cabernet Sauvignon, podendo conter ainda mais variedades.
Para mostrar aos consumidores que os seus vinhos também eram elaborados com uvas tradicionalmente europeias, os produtores do Novo Mundo começaram a usar a estratégia de estampar as variedades nos rótulos.
Assim, as pessoas passaram a conhecer a variedade de uvas contidas nas bebidas que estavam a consumir. Esta estratégia de marketing também ajudou os apreciadores a entenderem o estilo do vinho e a identificarem-se com a apresentação das castas.
Fonte: Blog Famiglia Valduga
























































