O sector da cultura e turismo na província da Zambézia arrecadou, durante o primeiro semestre do ano em curso, 1,4 milhão de dólares (93 milhões de meticais). Contudo, a inacessibilidade rodoviária para os locais com potencial turístico está a desencorajar os empresários que pretendem investir no sector, informou o jornal notícias.
De acordo com a chefe do departamento de turismo na Direcção Provincial de Cultura e Turismo, Ana José, “a restauração e hotelaria são as áreas que mais contribuíram para a colecta de receitas”.
Falando por ocasião do Dia Mundial do Turismo, celebrado na sexta-feira (27), a responsável destacou que o sector está a envidar esforços para promover investimentos na exploração das águas termais de Munhamade (Lagela), Invinha (Mocuba), Nhafuha (Nicoadala), Muzo (Maganja da Costa), Pebane e Pinda (Morrumbola).
A governante pediu ainda aos governos distritais para contribuírem com o que podem na limpeza das áreas turísticas, de modo que deixem os locais mais atractivos para os investidores. Além das águas termais, a província da Zambézia destaca-se pela sua gastronomia e pelas praias de Zalala, no distrito de Quelimane, Morimone, em Pebane, e pelo turismo contemplativo e de montanha nos distritos de Guruè e Ile.
As celebrações do Dia Mundial do Turismo visavam exaltar a importância da indústria turística nos seus mais diferenciados aspectos sociais, culturais e económicos. Este ano, a data foi comemorada sob o lema “Turismo e Paz”, que destaca o compromisso da actividade turística na promoção e consolidação da paz, impulsionando o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável do turismo.

O turismo é um dos pilares da economia nacional. Desempenha um papel central na sociedade e oferece soluções para alguns dos maiores desafios do País, como a promoção da paz e a necessidade urgente de avançar para economias mais sustentáveis.
Moçambique detém um potencial notável, com um extenso litoral de mais de 2750 quilómetros, praias paradisíacas, uma rica biodiversidade marinha com mais de 1200 espécies de peixes nos seus recifes de coral, e um património histórico, cultural e natural invejável a nível regional.
O Governo elegeu o turismo como a quarta área estratégica para a dinamização e diversificação da economia nacional, contribuindo assim para a redução da pobreza, a geração de oportunidades socioeconómicas e a promoção do diálogo e interacção entre os povos.


























































