O Presidente da República, Filipe Nyusi, revelou nesta segunda-feira, 23 de Setembro, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA) que foram angariados mais de 500 milhões de dólares (31,6 mil milhões de meticais) para protecção e conservação do Miombo, uma floresta que abrange 11 países da África Austral.
Intervindo durante uma conferência de imprensa de balanço da visita de trabalho efectuada àquele país americano, o Chefe de Estado explicou que a verba foi conseguida durante a realização de um diálogo de alto nível sobre a Floresta do Miombo, que contou com a participação de vários parceiros internacionais e líderes africanos, com destaque para os Presidentes do Botsuana, Mokgweetsi Masisi e do Maláui, Lazarus Chakwera.
“Conseguimos convencer o mundo que é preciso proteger o Miombo, mas é importante que existam recursos e que a gestão dos mesmos seja feita com a máxima transparência, porque a floresta pertence a vários países. No encontro, ficou claro que mais financiamento será disponibilizado”, sublinhou.
O governante frisou que o projecto de conservação, “não pode ser visto como algo político, e sim como uma iniciativa sustentável e universal”.
A Floresta de Miombo cobre dois milhões de quilómetros quadrados e garante a subsistência de mais de 300 milhões de habitantes de 11 países da África Austral, incluindo pastagens tropicais e subtropicais, moitas e savanas. Constitui o maior ecossistema de florestas tropicais secas do mundo e enfrenta actualmente, entre outros, problemas de desflorestação.

Conforme o Governo moçambicano, que desenvolveu o plano de acção do projecto, as iniciativas previstas assentam sobretudo no mapeamento e recuperação das áreas mais afectadas pela desflorestação, mas também na fiscalização e no desenvolvimento de programas de geração de renda alternativos à exploração florestal.
O documento integra, na introdução, “os pressupostos para a sua adoção, reconhecimento do impacto do desmatamento, baixo financiamento, necessidade de financiamento à escala e colaboração entre as partes” no âmbito da também designada iniciativa do Miombo. A segunda parte desta carta refere o compromisso das partes, destacando “o apoio à iniciativa público-privada que estimula o desenvolvimento sustentável”.
“Conseguimos convencer o mundo que é preciso proteger o Miombo e que para tal é preciso que haja recursos e que a gestão dos mesmos seja feita com a máxima transparência, porque a floresta pertence a vários países. No encontro, ficou claro que mais financiamento será disponibilizado”
A terceira e última parte do documento apresenta o mecanismo de financiamento da Iniciativa do Miombo, onde se debate a necessidade de criação de um fundo para implementação da “Declaração de Maputo”, de 2022.
A Declaração de Maputo sobre a Floresta do Miombo, assinada, por Moçambique, Angola, Botsuana, Maláui, República Democrática do Congo, República do Congo, Namíbia, África do Sul, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué, estabelece desde 2022 prioridades para a gestão e governação sustentáveis dos recursos naturais dos ecossistemas do Miombo.


























































