Com a inauguração, esta segunda-feira (16), pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, da maior fábrica de tijoleiras e azulejos de África, no distrito de Moamba, província de Maputo, o País vai poupar 12,7 milhões de dólares (802,6 milhões de meticais) anuais, que antes eram destinados à importação desses materiais.
Denominada Safira Mozambique Ceramic Limitada, a fábrica foi construída no âmbito do programa “Industrializar Moçambique” e tem como principal objectivo reduzir a dependência externa de materiais de construção.
Discursando na cerimónia de inauguração da infra-estrutura, o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, sublinhou que “com a fábrica, vai reduzir significativamente a importação de tijoleiras, e isto poderá reflectir-se na balança comercial de Moçambique”.
Além disso, essa redução de custos não se limitará à economia de divisas, como explicou o Presidente da República. “Essa tendência de importação tinha impacto negativo na nossa balança de pagamentos”, afirmou, destacando a importância de priorizar a alocação de recursos financeiros.
Nyusi aproveitou o momento para realçar o significado mais amplo desta nova fábrica, que vai além da simples economia. “A fábrica que hoje inauguramos representa a nossa capacidade de materializar empreendimentos complexos”, disse o governante, reforçando a necessidade de confiança dos investidores para viabilizar projectos deste porte.
A Safira Mozambique Ceramic Limitada, que ocupa uma área de três mil hectares e custou mais de 100 milhões de dólares (6,32 mil milhões de meticais), tem uma capacidade diária de produção de mil metros quadrados de tijoleiras e azulejos.





















































