O Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) organizou, nesta quinta-feira (29), um seminário focado na importância do cooperativismo moderno como ferramenta essencial para a construção de um futuro melhor para as cooperativas em Moçambique.
Segundo um comunicado recebido pelo Diário Económico, o evento teve como objectivo reflectir sobre as novas abordagens do cooperativismo, tanto no contexto nacional como no internacional, e enfrentar os desafios que se impõem.
Luís Machava, director adjunto do IPEME, destacou que o sucesso do cooperativismo moderno depende de um processo colaborativo e participativo, reforçando a importância de parcerias inteligentes.
“Vamos continuar a reforçar o nosso compromisso, cientes dos desafios que temos, e para isso é preciso que todos os parceiros desenvolvam acções complementares com vista ao desenvolvimento do processo cooperativo, fundamental para uma produção industrial sustentável e inclusiva”, afirmou Machava.
Por seu turno, a directora-geral do IPEME, Joaquina Gumeta, salientou o papel crucial do seminário na dinamização das pequenas e médias empresas moçambicanas, sublinhando que as cooperativas têm uma grande responsabilidade no desenvolvimento socioeconómico e cultural das comunidades em que estão inseridas.
“O seminário está alinhado com as directrizes do Governo na promoção e contribuição de todos os sectores de actividade para a economia nacional”
Entre os desafios destacados para a implementação de um cooperativismo moderno estão a recente lei aprovada pela Assembleia da República que estabelece o regime jurídico aplicável às micro, pequenas e médias empresas (MPME), o acesso ao financiamento a custos sustentáveis e a competitividade dos mercados.
O IPEME espera que os ganhos do seminário contribuam para a profissionalização das cooperativas, garantindo maior acesso aos apoios disponibilizados pelo Ministério da Indústria e Comércio (MIC).
Outros intervenientes, como a Associação Moçambicana para a Promoção do Cooperativismo Moderno (AMPCM), também compartilharam as suas perspectivas. A AMPCM destacou a sua missão de trabalhar para um bom ambiente de negócios para as mais de 300 cooperativas filiadas.
Já Sónia Novela, da Autoridade Tributária, apresentou a visão do Governo sobre o cooperativismo, afirmando que a iniciativa foi introduzida para congregar produtores, dado que o sector informal possui grande poder económico.
“O objectivo é formar cooperativas no sector informal que possam criar mais oportunidades para seus membros”, frisou.



























































