A italiana Eni anunciou nesta sexta-feira, 23 de Agosto, que atingiu o marco de 5 milhões de toneladas de gás natural liquefeito (GNL) produzido na Área 4 da bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.
Num comunicado, divulgado pela Lusa, a entidade explica que “este é um marco significativo para o projecto e representa não só um grande feito a nível técnico e operacional, como também um testemunho da dedicação, empenho e colaboração de toda a equipa e parceiros”.
“A produção a partir desta área tem sido feita pela plataforma Coral Sul FLNG, que iniciou a sua actividade em Outubro de 2022 e exportou até à data 70 carregamentos de GNL e 10 de condensado, contribuindo significativamente para o crescimento económico do país”, refere a empresa, segundo a qual a Coral Sul é um projecto de referência para a indústria, e colocou Moçambique entre os produtores globais de GNL, lançando as bases para uma mudança transformacional do País, recorrendo aos recursos de gás, que contribuem, ao mesmo tempo, para uma transição energética justa e sustentável.

“Este feito reforça o nosso compromisso de proporcionar um valor excepcional ao País. Continuaremos a trabalhar com os nossos parceiros e com o Governo de Moçambique para garantir a valorização dos vastos recursos de gás existentes e através do desenvolvimento de projectos adicionais de gás”, garantiu Marica Calabrese, directora-geral da Eni Rovuma Basin, citada no documento.
A Coral Sul FLNG é uma plataforma com capacidade de liquefacção de gás de 3,4 milhões de toneladas por ano (MTPA) e irá colocar em produção 450 mil milhões de metros cúbicos de gás do “vasto reservatório Coral”, localizado ao largo da bacia do Rovuma.
Segundo informações, trata-se da primeira instalação flutuante de GNL “alguma vez instalada nas águas profundas do continente africano”, tendo sido “concebida como um projecto pioneiro e com tecnologia de ponta para um ambiente ‘offshore’, com forte enfoque na eficiência energética, ao mais alto nível do sector de GNL”.
“Este feito reforça o nosso compromisso de proporcionar um valor excecional ao País. Continuaremos a trabalhar com os nossos parceiros e com o Governo de Moçambique para garantir a valorização dos vastos recursos de gás existentes e através do desenvolvimento de projectos adicionais de gás”
Dois desses projectos têm maior dimensão e prevêem canalizar o gás do fundo do mar para terra, arrefecendo-o numa fábrica para depois o exportar por via marítima em estado líquido.
Um é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, após o ataque armado a Palma, em Março de 2021, altura em que a energética francesa declarou que só retomaria os trabalhos quando a zona fosse segura. O outro é o investimento ainda sem anúncio à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4).
Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, directamente no mar, que arrancou em Novembro de 2022.

























































