A Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) deu a sua aprovação à venda da participação da Galp no consórcio de exploração de gás natural na bacia do Rovuma à empresa ADNOC, dos Emirados Árabes Unidos, num negócio avaliado em 41,1 mil milhões de meticais (650,4 milhões de dólares), segundo informou a Lusa.
Numa decisão divulgada esta terça-feira (20), a ARC esclareceu que, após uma análise aprofundada, a transacção não terá impacto negativo na estrutura dos mercados de extracção e liquefacção de gás natural, nem na venda de GNL (gás natural liquefeito) em larga escala. A avaliação contou também com a consulta ao Instituto Nacional de Petróleo (INP), que considerou a operação dentro da normalidade para este tipo de negócios.
De acordo com a informação, o processo de venda inclui a transferência do controlo exclusivo sobre a Galp Energia Rovuma B.V. para a ADNOC International, uma subsidiária integral da Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC). A ARC informou que a transacção foi submetida a consulta pública em Junho deste ano, antes de ser aprovada.
Este desinvestimento da Galp faz parte de uma estratégia de reorientação dos seus investimentos. A petrolífera portuguesa está a alienar a sua participação de 10% na Área 4 da bacia do Rovuma, onde opera a Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma joint venture liderada pela ExxonMobil, Eni e CNPC. A venda deve ser concluída até ao final do ano.

Além dos 41,1 mil milhões de meticais acordados para a venda, a Galp poderá ainda receber pagamentos contingentes adicionais que poderão alcançar até aproximadamente 31,6 mil milhões de meticais, dependendo das decisões finais de investimento em projectos futuros na região, como o Coral Norte FLNG e o Rovuma LNG.
O presidente do INP, Nazário Bangalane, já havia afirmado que a saída da Galp do consórcio era um movimento esperado e comum em projectos de tal envergadura, sublinhando que as concessionárias têm liberdade para negociar as suas participações.


























































