O ouro foi das poucas matérias-primas que fecharam o ano de 2023 com saldo positivo.
Os preços aliviaram, mas continuam próximos dos máximos históricos atingidos no mês passado, quando cada onça chegou a valer 2469,66 dólares.
O “metal amarelo” está a cair 0,21% a esta hora para 2442,38 dólares, apesar da narrativa mais “dovish” adoptada pelo presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Jerome Powell. Este reconheceu que se aproxima o momento de começar a cortar as taxas de juro, mas não se comprometeu com “qualquer decisão sobre as próximas reuniões”.
Os mercados estão confiantes que o alívio da política monetária mais restritiva em duas décadas vai começar já em Setembro – e esperam, pelo menos, mais um corte nas taxas directoras em Dezembro.
Apesar da queda registada neste momento, o ouro esteve a valorizar em alta durante a madrugada, impulsionado ainda pela potencial escalada do conflito no Médio Oriente, depois do assassinato do líder político do Hamas. O ouro é considerado um activo-refúgio e tende a valorizar em tempos de incerteza geopolítica.
O “metal amarelo” regista, este ano, o melhor desempenho na categoria das matérias-primas, e já cresceu quase 20% desde Janeiro. Só em Julho, os preços do ouro aumentaram 5%, impulsionados por uma panóplia de factores, como a consolidação da esperança dos investidores em relação a um alívio da política monetária e uma corrida a esta matéria-prima por parte de vários bancos centrais.

























































