O norte-americano Michael Phelps é o recordista de medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos, com 23. Por países, os Estados Unidos lideram o ranking, com 1229 medalhas de ouro. O Quénia é a nação africana com mais medalhas, seguido pela África do Sul e pela Etiópia. Moçambique ocupa o honroso 14.º lugar do continente, graças às duas medalhas conquistadas por Maria Mutola no atletismo. Conheça a nossa lista de 15 favoritos à conquista do ouro em Paris, dos quais cinco são africanos.
Ganhar uma medalha nos Jogos Olímpicos é o sonho de qualquer atleta de alta competição. Daí que a Comissão dos Atletas dos Jogos de Paris, composta por 18 ex-campeões, tenha sido envolvida na escolha da proposta criativa. O design, da autoria da joalharia Chaumet, que pertence ao conglomerado francês do luxo LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton), associa os anéis olímpicos à forma hexagonal do maior ícone de Paris – a Torre Eiffel.

E quanto vale, afinal, cada medalha? O Comité Olímpico Internacional (COI) obriga a que ela tenha, pelo menos, 6 gramas de ouro e 92,5% de prata. Isto significa que, se a medalha de ouro dos Jogos de Paris fosse derretida, valeria 933 mil dólares (2,9 mil milhões de meticais) à cotação actual. Contudo, sabemos que o seu valor real, e sentimental, é muito superior.
O recorde mundial de uma medalha olímpica leiloada pertence ao norte-americano Jesse Owens, que a conquistou nos Jogos de 1936, em Berlim, e a vendeu por 1,5 milhões de dólares (4,7 mil milhões de meticais) em 2013. A novidade de Paris é que a Federação Internacional de Atletismo (FIA) decidiu atribuir, pela primeira vez, um prémio no valor de 50 mil dólares (158,6 mil meticais) ao vencedor de uma medalha de ouro nas provas de atletismo.
O Quénia é o país africano com mais medalhas de ouro
O atleta com mais medalhas olímpicas conquistadas é o nadador norte-americano Michael Phelps, com um total de 28, das quais 23 são de ouro. Ele ostenta também o recorde de ter sido o atleta a ganhar mais medalhas de ouro (8) numa única edição dos Jogos, em 2008, em Pequim. Nos lugares seguintes do pódio estão dois ginastas da ex-URSS: Larisa Latynina, com 18 medalhas, e Nikolai Andrianov, com 15.
Por países, os Estados Unidos também são os líderes claros com 1229 medalhas de ouro nas 29 edições já realizadas. A antiga União Soviética surge em segundo lugar, com 473 (com a Federação Russa seriam 763), e a Alemanha em terceiro, com 384 (juntando a ex-Alemanha de Leste seriam 577). Curiosamente, a China tem o mesmo número de medalhas de ouro que a Alemanha, mas perde para esta na soma de medalhas de prata e bronze.
No que respeita a África, o Quénia é o país com mais medalhas de ouro (35, para um total de 113), seguido pela África do Sul (27) e pela Etiópia (23). A larga distância vêm o Egipto (8), Marrocos (7), a Argélia (5) e a Tunísia (5). Moçambique ocupa um honroso 14.º lugar do continente, com uma medalha de ouro (em Sidney, 2000) e uma de bronze (em Atlanta, 1996). Ambas foram conquistadas por Maria de Lurdes Mutola, a maior atleta da história do País, na prova de 800 metros de atletismo.

Os quinze favoritos à conquista de medalhas em Paris
Os olhares do mundo vão estar no regresso aos Jogos da ginasta norte-americana Simone Biles, campeã olímpica por quatro vezes. O mesmo acontece com LeBron James, tetracampeão da NBA, que ambiciona liderar os Estados Unidos para a 17.ª medalha de ouro olímpica no basquetebol masculino. O país também deposita esperanças de ouro na velocista estreante Sha’Carri Richardson.
Por parte dos europeus, os destaques vão para dois franceses: o nadador Léon Marchand, cinco vezes campeão mundial, e a judoca Clarisse Agbegnenou, campeã olímpica em título na categoria até 63 quilos. Outro destaque europeu é o sueco Armand Duplantis, que conquistou o ouro em Tóquio 2020 ao saltar 6,02 metros no salto à vara masculino.

Noutros continentes, Sun Yingsha deverá manter a série de sucessivas vitórias da China no ténis de mesa. Também se espera que o indiano Neeraj Chopra repita o ouro de Tóquio, no dardo masculino, e a australiana Ariarne Titmus, na natação. Entre os mais jovens, a esperança de um brilharete olímpico recai sobre a skater brasileira Rayssa Leal, com apenas 16 anos. Dos menos jovens, o tenista Novak Djokovic regressa aos Jogos Olímpicos pela quinta vez em busca da sua primeira medalha de ouro.
Por fim, os favoritos africanos à conquista da medalha de ouro são o bicampeão olímpico queniano Eliud Kipchoge, que ambiciona vencer a maratona olímpica pela terceira vez consecutiva. Outros nomes a fixar são Faith Kipyegon (Quénia) e Tobi Amusan (Nigéria), ambas no atletismo. Nas competições masculinas, destacam-se o fundista Joshua Cheptegei (Uganda) e o pugilista Patrick Chinyemba (Zâmbia).
Texto: Jaime Fidalgo























































