O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou um empréstimo de mil milhões de dólares à Transnet – empresa ferroviária, portuária e de oleodutos da África do Sul – para ajudar no plano de recuperação da companhia de logística em dificuldades, informou a Reuters, esta quinta-feira, 18 de Julho.
Segundo o órgão, a empresa sul-africana tem-se debatido com dificuldades para prestar serviços adequados de transporte ferroviário e portuário de mercadorias no país devido à falta de equipamento e a atrasos na manutenção, após anos de investimento.
Esta situação teve impacto nas exportações de produtos de base e noutros sectores, como a indústria transformadora e o comércio retalhista, enfraquecendo a economia mais avançada de África. A Transnet e o BAD afirmaram, numa declaração conjunta, que o empréstimo foi totalmente garantido pelo Governo da África do Sul.
“O financiamento facilitará a primeira fase do plano quinquenal de investimento de capital da empresa, no valor de 8,1 mil milhões de dólares, para melhorar a sua capacidade actual antes de se expandir para segmentos prioritários ao longo da cadeia de valor dos transportes”, refere o comunicado.
A empresa estatal sul-africana, que tem dívidas de 7,1 milhões de dólares, registou um prejuízo de 88 milhões de dólares nos seis meses até 30 de Setembro, devido à diminuição dos volumes ferroviários, portuários e de oleodutos, bem como ao aumento dos custos. Os volumes de carga diminuíram para 150 milhões de toneladas métricas no exercício financeiro de 2022/23, contra 226 milhões de toneladas em 2017-18.
O plano de recuperação da Transnet, anunciado em Outubro de 2023, tem por objectivo restabelecer os volumes de transporte de mercadorias e tornar a empresa novamente rentável no prazo de 18 meses.
O mesmo plano inclui a divisão da filial de transporte ferroviário de mercadorias em duas – uma empresa de gestão de infra-estruturas e uma unidade operacional. Visa igualmente reduzir os atrasos nos portos e planeia uma nova tentativa de abrir partes da sua rede ferroviária a operadores privados, após um falso arranque há dois anos.



























































