A Yango oferece uma plataforma de mobilidade urbana em que uma aplicação móvel serve para pedir um carro que nos leve ao destino. A rede de motoristas também faz entregas e mais serviços podem surgir em breve. O country manager da Yango em Moçambique, Mahomed Adam, leva-nos nesta viagem.
Há um ano e meio, os serviços de transportes tornaram-se menos penosos para os residentes da capital do País e arredores. A imagem da crise de mobilidade em Maputo (como em todos os grandes centros urbanos do País) prevalece, mas um novo serviço privado veio reduzir o seu impacto – a plataforma digital Yango. Dois factores terão contribuído para a sua aceitação no mercado: primeiro, o custo acessível em relação ao táxi tradicional (preço a partir de 60 meticais por viagem) e a rapidez de deslocação até ao destino.
Uma solução para a mobilidade
De acordo com o Country Manager da Yango em Moçambique, Mahomed Adam, esta é uma empresa internacional de tecnologia e um dos principais serviços de mobilidade urbana de África, que liga os prestadores de serviços de transporte com os passageiros. “Cá em Moçambique, além deste serviço, lançámos, recentemente, o serviço de entregas” disponível através da aplicação móvel. “O motorista faz a entrega”.
Yango é a primeira aplicação a trazer este tipo de soluções integradas para o País. Noutras geografias, a plataforma suporta ainda mais serviços, como os de entrega de comida, uma valência de que o mercado moçambicano também precisa, diz Mahomed Adam. “Queremos ver, primeiro, como é que correm as entregas. Temos também uma plataforma de entretenimento que junta filmes, séries e músicas e que está disponível no Médio Oriente, designada por Yango Play. Dependendo da geografia, oferecemos os serviços de tecnologia que mais se adequam às características de consumo específicas desse mesmo mercado e vamos implementando. Temos também o Yango Maps, que neste momento está disponível apenas nos Emirados Árabes Unidos. Poderemos trazer todos estes serviços para Moçambique”, garante.
Aplicação ajustada ao mercado
A aplicação móvel Yango é mais leve que outras similares utilizadas na Europa, ajustada aos telemóveis que estão disponíveis no mercado moçambicano. “A forma como foi desenhada permite menor consumo de dados e requer especificações mais modestas. Foi adaptada para a realidade africana”, explicou o Country Manager da empresa.
“A forma como a aplicação móvel foi desenhada permite um menor consumo de dados e requer especificações mais modestas. Foi adaptada para a realidade africana”, Mahomed Adam
Mahomed Adam esclarece que, enquanto empresa de tecnologia, não presta serviços de táxi ou entregas: “Gerimos informação”. Na verdade, “quem presta os serviços são os operadores. Tentamos ter os serviços de mobilidade no que nós chamamos de Super App. Em vez de termos três app diferentes, temos tudo reunido. No fundo, isto torna o serviço muito mais eficiente, tanto para o consumidor como para a empresa de transporte”.

Sem especificar, o Country Manager da Yango em Moçambique estima em “milhares” os motoristas que trabalham nesta plataforma e que fazem “milhares” de viagens por mês. Mas como fazer parte desta equipa? A plataforma de gestão e acesso às viagens é disponibilizada aos operadores de transporte. Por sua vez, estes operadores fazem o recrutamento, formação e gestão dos motoristas que depois são integrados nestas empresas.
Por outras palavras, quando um motorista se regista na aplicação tem de apresentar a documentação exigida e a plataforma faz a validação do seu documento de identidade, carta de condução e livrete do veículo. Depois, faz-se a confirmação da sua identidade. “Temos mecanismos de segurança”, refere Mahomed Adam. Além disso, os parceiros avaliam se a viatura está em boas condições e dão formação aos motoristas. “Nós, naturalmente, damos formação quando um parceiro se regista na nossa plataforma ou vem trabalhar connosco”, esclareceu Mahomed Adam.
Numa era em que está em voga a implementação da cibersegurança, esta questão torna-se num desafio permanente. O Country Manager da Yango em Moçambique garante que, no que diz respeito à protecção de dados, esta é “a única plataforma em Moçambique que tem o registo certificado do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicações (INTIC) e que inclui tudo o que está relacionado com a privacidade de dados”.
Expansão à vista
Presente em Maputo desde Novembro de 2022, mais recentemente na Matola, a Yango reporta um “crescimento significativo” nos últimos sete meses. “Gostaríamos de expandir os nossos serviços para outras cidades de Moçambique. Vamos ver como é que os nossos estudos correm e o melhor momento para o fazermos.
Além disso, precisamos de ampliar a equipa e os recursos financeiros para garantir que estamos alinhados com o Governo, com as autarquias dessas regiões e que prestamos serviços que vão beneficiar tanto o consumidor, como os prestadores de serviços que utilizam a plataforma”, referiu Mahomed Adam.
A Yango está em vários países. Na América Latina está em mercados como a Bolívia e o Peru, em África marca presença em Moçambique, Zâmbia, Namíbia, Angola, Camarões, Gana, Costa do Marfim, Senegal e Argélia. Está também nos Emirados Árabes Unidos, na, Paquistão, Noruega e Finlândia.

Texto: Celso Chambisso • Fotografia: D.R.


























































