O Governo revelou no sábado, 15 de Junho, que o Fundo Saudita para o Desenvolvimento disponibilizou um total de 50 milhões de dólares (3,1 mil milhões de meticais) para apoiar no processo de reabilitação de 27 quilómetros que compõem a Estrada Nacional Número 1 (N1), via que liga todo o País, de norte a sul.
Segundo o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, serão reabilitados os troços que ligam a zona do Benfica e Zimpeto, na cidade de Maputo, e entre 3 de Fevereiro e Incoluane, na província de Maputo.
“O projecto está muito bem encaminhado, e é urgente que se resolva a situação da estrada que está degradada. Os troços em destaque vão beneficiar de quatro faixas de rodagem, sendo duas para cada sentido, incluindo passeios, pontes pedonais e iluminação pública”, esclareceu.
O governante destacou que nos próximos dias será lançado o concurso publico para a contratação dos consultores que deverão trabalhar com as equipas destacadas, secundando que a Administração Nacional de Estradas (ANE) está responsável pelo desenho conceptual do projecto.
“Temos financiamento garantido. No entanto, o arranque das obras dependerá dos resultados das análises que vamos ter dos solos e das questões de ocupação das áreas de reserva de estrada”, concluiu.
A reabilitação, que inclui a construção de um total de 13 portagens, incidirá numa extensão de 1300 quilómetros dos 2477 quilómetros que a rodovia possui.
Para a materialização da empreitada, o Banco Mundial disponibilizou, no ano passado, um financiamento de cerca de 400 milhões de dólares.
A vice-presidente do organismo para África, Victoria Kwakwa, qualificou a infra-estrutura de “muito importante” para Moçambique e para os países vizinhos.
“É importante que [a estrada] esteja em condições para contribuir para a produtividade e eficiência da economia, não só de Moçambique, mas também dos países da região”, enfatizou.
Por sua vez, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, afirmou, na altura, que “o Executivo continua a envidar esforços junto do Banco Mundial e das equipas técnicas que temos estabelecidas para desenvolvermos em conjunto um programa específico e um cronograma de implementação da obra, de modo que, em finais do ano de 2023, possamos iniciá-la”.
Mesquita avançou ainda estar em curso a elaboração de procedimentos que vão nortear a selecção das empresas que vão executar os trabalhos na N1, sendo que a primeira fase incluirá a reabilitação de 508 dos 1050 quilómetros de via identificados como de “transitabilidade difícil”.


























































