Uma delegação de empresários ucranianos teve esta terça-feira, 4 de Junho, um encontro de negócios com empresários nacionais com vista à promoção de parcerias sólidas no ramo agrícola, bem como a partilha de experiências empresariais.
Na ocasião, o presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Agostinho Vuma, explicou que durante os encontros interactivos com a Embaixada da Ucrânia foi possível identificar, como sectores principais para se explorar, o de agro-negócio e agro-indústria, e enalteceu as valências da Ucrânia na produção agrícola, especialmente de culturas como o trigo, bem como a sua grande capacidade de transformação industrial de produtos, através da indústria de agro-processamento já consolidada.
A fonte disse ao empresariado ucraniano que um dos grandes desafios que o País enfrenta, neste momento, é a capacidade de aproveitar os benefícios decorrentes do seu real potencial no sector agrícola, de forma que garanta a sua auto-suficiência. “Com a larga extensão de terra arável, aliado aos aspectos tecnológicos que podem defluir da parceria com os empresários ucranianos do sector, julgamos que o País pode, facilmente, atingir o objectivo de auto-suficiência”, disse Agostinho Vuma.

O presidente da CTA apontou que o sector privado moçambicano está interessado em promover parcerias com as empresas ucranianas, com o objectivo de incrementar os níveis de investimento e trocas comerciais entre os dois países. “A relação comercial entre Moçambique e Ucrânia ainda é incipiente, tendo tido um valor comercial de cerca de 113,7 milhões de meticais (1,8 milhões de dólares), em 2022, contra cerca de 1,2 mil milhões de meticais (20 milhões de dólares), no período pré-covid19, dos quais cerca de 90% se referiam à importação de trigo e mistura de centeio”, disse, acrescentando que “sobre este aspecto, pelas sinergias que podem resultar e do mercado existente, gostaríamos, desde já, de convidar o empresariado ucraniano para parcerias, visando a produção e desenvolvimento da cadeia de valor do trigo, visto que Moçambique importa, no global, cerca de 240 milhões de dólares norte-americanos deste cereal”.
Por sua vez, o vice-chefe do gabinete da Presidência da Ucrânia, Mikola Totchytski, afirmou: “estamos felizes de partilhar convosco as nossas experiências, mas ficaremos ainda mais felizes por ouvir quais são as vossas possibilidades, necessidades e de que forma poderemos aprofundar a nossa cooperação”.

A Ucrânia aproveitou a ocasião para colocar nos pontos da agenda da conversa com empresários moçambicanos, a partilha de informações sobre a Cimeira Global sobre a Paz naquele País, que vai decorrer na Suíça entre os dias 15 e 16 de Junho, avançando que a segurança nuclear, alimentar e necessidades humanitárias estão entre os principais temas de debate da cimeira.
“Estamos também para promover a visão do Presidente Volodymyr Zelensky em relação à questão da paz, em particular, partilhar informação sobre a cimeira da paz a ter lugar brevemente”, referiu Mikola Totchytski.
De referir que o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, convidou, a 22 de Maio, o homólogo moçambicano para participar na Cimeira Global sobre a Paz na Ucrânia durante uma conversa telefónica em que Filipe Nyusi reconheceu o incremento das relações entre os dois países.


























































