O Ministério Público anunciou esta quarta-feira, 29 de Maio, a detenção de 40 indivíduos e a apreensão de 20,9 mil milhões de meticais (330 milhões de dólares) numa operação de combate ao branqueamento de capitais que se desenrolou ao longo dos últimos cinco anos, conforme noticiado pela Lusa.
De acordo com um comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR), citado pelo órgão, a operação designada “Stop Branqueamento de Capitais” desvendou um esquema sofisticado em que os suspeitos criavam empresas de fachada para movimentar capitais de origem ilícita ou desconhecida para fora do País.
“O ‘modus operandi’ dos arguidos consistia na criação de empresas de fachada, usadas como veículo para exportar capitais cuja origem é ilícita e, em alguns casos, desconhecida,” detalha o comunicado
A operação incluiu buscas em diversas localidades, incluindo as cidades de Maputo, Matola, Nampula e Nacala. “Durante estas buscas, as autoridades descobriram que os suspeitos trabalhavam em conluio com despachantes aduaneiros e funcionários bancários para falsificar documentos bancários e aduaneiros, permitindo a transferência de fundos sob o pretexto de importações fictícias”, lê-se na nota.
O documento refere ainda que a investigação identificou 12 países que receberam os fundos ilegais, resultando na necessidade de cooperação jurídica internacional. “Além dos 40 indivíduos indiciados, 15 empresas também foram acusadas de envolvimento no esquema”, refere o comunicado.
A Procuradoria-Geral da República informa que os processos dos detidos foram encaminhados ao juiz de instrução criminal para os primeiros interrogatórios, e as autoridades continuam as investigações para identificar e capturar outros suspeitos envolvidos no esquema. A PGR não especificou quantos dos indiciados estão actualmente sob custódia, mas reforçou que as diligências continuam.



























































