A multinacional China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) expandiu a sua presença com novos contratos de concessão de exploração e produção de petróleo, ao obter nesta quinta-feira, 23 de Maio, acesso a cinco blocos ao largo da costa moçambicana.
A operação foi formalizada através de um documento assinado com o Governo de Moçambique por intermédio do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) dando autorização para a realização de actividades nas bacias sedimentares de Angoche e Save nas regiões norte e centro do País.
“Este é o culminar de um longo processo iniciado em Novembro de 2021, aquando do lançamento do sexto concurso público para a concessão de áreas de pesquisa e produção petrolífera”, explicou ministro Carlos Zacarias, avançando que o contrato rubricado permite à CNOOC efectuar a abertura de furos em cinco áreas de águas profundas. “A entidade fica assim habilitada a realizar operações petrolíferas nessas áreas, que poderão levar à descoberta de recursos petrolíferos”.
Na sua intervenção, Zacarias mostrou-se optimista quanto aos resultados das pesquisas, com base em dados preliminares.
“Embarcámos numa viagem com impacto duradouro nas relações entre Moçambique e China no panorama energético mundial para garantir que a nossa cooperação tenha prosperidade, sustentabilidade e um futuro risonho”, declarou.

Já o presidente do Instituto Nacional de Petróleo (INP), Nazário Bangalane, afirmou que a CNOOC tem oito anos para a realizar as actividades de pesquisa, devendo o contrato cessar se não houver descoberta de petróleo ou gás.
Bangalane adiantou que mais contratos de concessão para a pesquisa e produção petrolífera serão assinados, na sequência dos resultados do sexto concurso, e destacou que mais concursos poderão ser lançados, tendo em conta a estratégia do Governo de apostar no gás natural como contributo no esforço global de transição energética.
De acordo com o portal Energy Connects, em 2019, a Singapore Trading and Marketing, uma subsidiária da CNOOC, celebrou um acordo valido por 13 anos com a Mozambique LNG Company para compra e venda do gás natural liquefeito (GNL) do projecto onshore da Área 1 da bacia do Rovuma.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento, aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, todas localizadas ao largo da costa da província de Cabo Delgado.
Dois desses projectos têm maior dimensão e prevêem canalizar o gás do fundo do mar para terra, arrefecendo-o numa fábrica para depois o exportar por via marítima em estado líquido.
Um é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, após o ataque armado a Palma, em Março de 2021, altura em que a energética francesa declarou que só retomaria os trabalhos quando a zona fosse segura. O outro é o investimento ainda sem anúncio à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4).
Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, directamente no mar, que arrancou em Novembro de 2022.



























































