A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), uma das maiores produtoras independentes de energia da região austral de África, gerou mais de 13 mil milhões de meticais em receitas no ano passado, um aumento de 41,4% em relação ao período de 2022. O incremento resulta da revisão da tarifa de exportação de electricidade da empresa.
Segundo o relatório de desempenho económico, financeiro e operacional para o ano de 2023 da HCB, esta realização contribuirá para consolidar a robustez económico-financeira da hidroeléctrica assim como os principais indicadores que lhe permitem gerar capacidade de execução e procura de investimentos para a expansão e diversificação do negócio, no quadro da reactivação da Central Norte (capacidade estimada de 1245 Megawatts), e da implementação de uma central fotovoltaica de 400 MW prevista para ser concluída nos próximos anos.
O relatório assinado pelo presidente da HCB, Tomás Matola, salienta que, em resposta à necessidade de desenvolvimento da economia nacional e à crise energética regional, a empresa prosseguiu a transformação da gestão, adoptando uma nova estrutura orgânica, mais leve.
“Os resultados do exercício económico findo em 2023 orgulham-nos bastante, pois representam uma das mais altas fasquias alcançadas pela HCB, tanto ao nível financeiro, como ao nível de produção energética. Revelam o nosso compromisso com uma gestão criteriosa e cuidadosa dos recursos da empresa, e encorajam-nos a prosseguir com a nossa visão de aumento da capacidade de geração de energia que terá impacto no posicionamento de Moçambique como o ‘hub’ energético regional”.
Tomás Matola – PCA da HCB
Segundo o documento, os accionistas aprovaram que o resultado líquido da empresa tivesse a seguinte aplicação: 55% para os dividendos, 35% para a reserva de investimentos e 10% para os resultados transitados. Assim, a HCB pagará dividendos ao Estado na ordem dos 6,3 mil milhões de meticais (100 milhões de dólares), correspondente a 0,27 meticais por acção, significando um incremento de 73,2% se comparado aos dividendos pagos no ano anterior.
“A produção anual alcançada até 31 de Dezembro de 2023 é a maior dos últimos cinco anos e resulta de uma gestão criteriosa da disponibilidade hídrica da barragem e da implementação do reforço da operação e manutenção permanente dos equipamentos de geração e transportes hidroenergéticos”.
Tomás Matola, presidente do conselho de administração.
No final de 2023, o nível de armazenamento na albufeira esteve a 75% da sua capacidade útil, valor recomendado pelas normas de exploração da Barragem e da Albufeira no que concerne à segurança hidráulica operacional.
De acordo com o relatório de balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), a HCB foi a empresa que mais dividendos pagou ao Estado em 2023, contribuindo com 4,6 mil milhões de meticais, o que representa 50% de todos pagamentos feitos pelo Sector Empresarial do Estado (SEE).
“Outro indicador que demonstra a robustez da HCB são as receitas de concessão, tendo sido a empresa que contribuiu com o valor mais significativo, ou seja, pagou 2,3 mil milhões de meticais, um aumento de 37% face a 2022”.

























































