Os lucros do Banco Comercial e de Investimentos (BCI) de Moçambique fixaram-se em 2023 em 8,1 mil milhões de meticais, um aumento de 1,28%, se comparado com os 8 mil milhões de meticais registados em 2022.
“Após ter-se verificado um aumento de 55% nos lucros em 2022, para 8 mil milhões de meticais, o BCI apresentou um resultado positivo do exercício de 2023 de 8,1 mil milhões, impulsionado por um crescimento sustentável dos proveitos operacionais, com níveis de liquidez confortáveis e controlo adequado dos custos de exploração”, destacou o banco no seu relatório e contas.
O documento divulgado nesta quinta-feira, 25 de Abril, pela Lusa, salienta que o BCI serve cerca de 2,3 milhões de clientes no mercado nacional, sendo actualmente a maior instituição financeira a operar no sistema financeiro moçambicano.
“Mantivemos, ao longo de 2023, a liderança do sector bancário moçambicano nos três principais indicadores de actividade, ao alcançar uma quota de mercado de 25,80% no crédito, 25,39% nos depósitos e 22,89% nos activos, com referência ao mês de Dezembro”, avançou.
No relatório, lê-se que, dos lucros do ano passado, a administração do BCI propôs a distribuição de 62,94% em dividendos aos accionistas, no valor de quase 5,1 mil milhões de meticais e o restante em reservas, livres e legais.
“Tanto o resultado líquido de 2023, como o de 2022, foram impactados por diversos efeitos extraordinários positivos e negativos, como a recuperação de um crédito de montante significativo, que já se encontrava abatido ao activo, e o impacto do projecto de ‘upgrade’ para a plataforma Euronet, nomeadamente o aumento dos custos”, sublinhou.
O banco fechou 2023 com 2734 trabalhadores e 211 agências em todo o País, com um activo de total líquido de 209,8 mil milhões de meticais, o volume de crédito a clientes cresceu para 73,7 mil milhões de meticais, enquanto os recursos dos clientes (depósitos) cresceram 0,43%, para 159,5 mil milhões de meticais.
O BCI tem um capital social de 10 mil milhões de meticais, numa estrutura accionista dividida pela Caixa Participações, do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), com 51%, do banco português BPI, com 35,67%, e directamente pela CGD, com 10,51%.




























































