O Parque Nacional de Maputo, reserva protegida e localizada a 70 quilómetros da capital moçambicana, registou em 2023 um recorde de visitantes, ao receber mais de 20 mil turistas, o que contribuiu para o crescimento e recuperação dos investimentos naquele local.
Segundo o administrador do Parque Nacional de Maputo, Miguel Gonçalves, o número de turistas tem aumentado entre 10% e 15% todos os anos, sendo que o ano passado foi o melhor de todos.
“Foi o melhor ano de sempre em termos de visitantes. Estamos a chegar aos níveis em que estávamos antes da covid-19. Na componente de actividades marinhas, estamos ainda a recuperar – 2017 foi o melhor ano em termos de número de mergulhadores”, explicou Miguel Gonçalves, administrador do Parque Nacional de Maputo.
O responsável, citado pela Lusa, avançou que está a ser feito actualmente um grande investimento, que consiste na melhoria da comunicação e sinalização, bem como dos serviços de hospedagem, de modo que se protejam os animais existentes e os turistas.
“No interior do parque já funcionam acampamentos com boas condições, inclusive com água quente, água corrente e energia, além de três ‘lodges’ para alojamento turístico, dois dos quais de cinco estrelas. Ao mesmo tempo, estamos a investir no treino dos nossos recursos humanos, e nestes primeiros três meses de 2024 já contabilizámos ganhos positivos”, descreveu.
O Parque Nacional de Maputo junta duas áreas protegidas historicamente estabelecidas, em terra e no mar: a Reserva Especial de Maputo e a Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro.
“Estamos a falar de duas reservas no mesmo sítio, no mesmo sistema. Avançámos, então, para transformar as duas reservas numa única área de conservação e elevar o estatuto de conservação o mais alto possível dentro da nossa realidade. E adoptámos o nome de Parque Nacional”, clarificou.
Gonçalves sublinhou que, com uma área de 1718 quilómetros quadrados, nas componentes terrestres e marinha, o parque conta no seu interior com florestas dunares, pradarias, mangais, recifes de coral, praias, rios e lagoas. Nele trabalham 121 pessoas a tempo inteiro, sendo que este número poderá facilmente ultrapassar os 200.
“Temos, por exemplo, 42 colegas a trabalhar na vedação e, neste momento, estão perto de 30 no programa de remoção de espécies alienígenas, oito monitores de pesca artesanal, 42 na monitoria de tartarugas e outros tantos nas actividades de limpeza e abertura de estradas”, enumerou.



























































