Os principais índices europeus estão a apontar para uma abertura sem tendência definida, com os futuros sobre o Euro Stoxx 50 inalterados.
Todas as atenções vão estar viradas para o encontro de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). No entanto, não são esperadas surpresas e as taxas directoras deverão manter-se inalteradas. Os investidores deverão atentar em pistas sobre quando o BCE poderá começar a descer juros – Junho tem sido o mês mais apontado pelo mercado.
Ainda a centrar atenções está uma leitura da inflação de Março nos Estados Unidos, cujos números ficaram acima do esperado e estão, por isso, a levar a uma reavaliação de quando a Fed começará a cortar juros. As novas expectativas, dos analistas ouvidos pela Bloomberg, são de dois cortes este ano – ao contrário dos iniciais três – e que a rota descendente apenas se inicie em Setembro – ao invés de Junho.
Na Ásia, os principais índices, que negoceiam mistos, foram também penalizados pela inflação norte-americana. Ao mesmo tempo, os números da subida dos preços na China, que subiu muito ligeiramente face a Março do ano passado, estão a gerar receios sobre um cenário de deflação.
“A inflação na China é decepcionante, em particular porque alguns investidores esperavam que a deflação fosse mais temporária”, afirmou à Bloomberg Vey-Sern Ling, director da Union Bancaire Privee, acrescentando que “dada a inflação elevada nos Estados Unidos e as taxas directoras da Fed mais altas durante mais tempo, este cenário também limita a capacidade das autoridades chinesas de estimular a economia”.





















































