Com um enfoque renovado nos processos de branqueamento de capitais, o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) está a intensificar as suas investigações, numa manobra estratégica para remover o País da “lista cinzenta” do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), segundo informações divulgadas pelo jornal notícias.
A reportagem aponta que, embora a corrupção, na sua amplitude, não seja descurada, há um esforço concentrado para que os casos de branqueamento de capitais recebam uma análise mais aprofundada e criteriosa, resultando na acusação e encaminhamento dos envolvidos aos tribunais, sempre que se verifiquem provas suficientes.
Esta dedicação ao detalhe, à clarificação e ao processamento judicial dos casos de lavagem de dinheiro – terminologia também aplicada ao branqueamento de capitais – representa a participação activa do GCCC no cumprimento das promessas de reforma do País, visando abandonar a mencionada “lista cinzenta”.
Recentemente, o GAFI reconheceu o progresso significativo de Moçambique no combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, uma evolução que reflecte a implementação de uma série de recomendações propostas pela organização.
Entre as acções empreendidas, destaca-se o empenho do País em alocar recursos e em dar prioridade aos trâmites necessários para a concretização do plano estabelecido.
Moçambique havia estabelecido como meta a data de 22 de Março do corrente ano para a entrega do seu quarto relatório de avaliação, documento que detalha o estado de cumprimento das recomendações do GAFI, ao mesmo tempo que sublinha a realização de formações para realçar a relevância deste novo mecanismo.
O GAFI deu a Moçambique um prazo de dois anos, a contar de Outubro de 2022, para aprimorar as estruturas de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento terrorista.
Com um olhar esperançoso sobre o futuro, o director-geral-adjunto do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique, Luís Cezerilo, expressou optimismo acerca da possibilidade de Moçambique excluir-se da “lista cinzenta” até Junho deste ano.




























































