É natural que a sua relação com o dinheiro tenha altos e baixos. Há meses em que vive de uma forma mais desafogada e outros em que não tem mãos a medir para tantas preocupações.
No entanto, quando são recorrentes, os problemas de dinheiro podem ocultar distúrbios financeiros mais graves, para os quais deve estar alerta.
Não se trata de não saber lidar com as suas finanças, nem sequer de ter dificuldade em gerir o dia-a-dia. Mais ou menos poupados, todos sabemos quais são os nossos limites e dificilmente aceitaríamos passar fome para comprar uma peça de roupa, por muito bonita que fosse.
Os distúrbios financeiros são algo bastante mais sério e traduzem-se numa incapacidade de distinguir comportamentos razoáveis de comportamentos auto-destrutivos. Nestes casos, é importante saber ler os sinais e procurar ajuda especializada o quanto antes.
Ter problemas de dinheiro é chegar ao fim do mês com uma conta bancária menos recheada do que planeava, ou, quem sabe, estremecer ao pensar que vai ter uma conta para pagar e não sabe bem como encaixá-la no orçamento familiar. São situações que acontecem pontualmente, mais ou menos fáceis de resolver, mas que não têm um impacto muito grande na sua vida.
Um distúrbio financeiro, por outro lado, “é um padrão crónico de comportamentos auto-destrutivos”, explica Brad Klontz, um psicólogo na Universidade de Creighton, nos Estados Unidos, que se dedica ao estudo e definição destes distúrbios.
Podem manifestar-se de diferentes formas, desde uma compulsão para gastar, a uma necessidade incontrolável de guardar o que tem a sete chaves, nem que isso implique parar de comer.
Quem lida com este tipo de desordem vê-se frequentemente em situações muito vulneráveis, com consequências graves para a sua saúde, relações familiares e até para a vida profissional. Os distúrbios financeiros devem, por isso, ser tratados com recurso a ajuda profissional.
Fonte: Ekonomista


























































