A Sony anunciou, recentemente, uma tecnologia que poderá responder às preocupações sobre a falsificação de conteúdos através da Inteligência Artificial (IA) – uma assinatura digital que os seus próprios dispositivos aplicarão às fotografias para certificar que o conteúdo não foi gerado pela IA.
Desenvolvida em parceria com a agência americana de notícias Associated Press, a tecnologia consiste num selo de autenticidade que confere às fotografias uma “certidão de nascimento”. Isto significa que as imagens são assinadas no momento exacto em que são captadas pelo sensor do dispositivo.
Já em desenvolvimento para as câmaras profissionais da marca, numa actualização de firmware, esta ferramenta visa combater as imagens falsificadas recorrendo à Inteligência Artificial generativa em técnicas como o deep fake.
De acordo com o site Tudo Celular, os primeiros dispositivos a beneficiar da tecnologia serão os Sony a7S III, Alpha 9 III e Alpha 1. A ferramenta de assinatura de sensor também será disponibilizada aos utilizadores do Xperia 1 VI e do Xperia 5 VI, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2024.
As plataformas de Inteligência Artificial ganharam uma enorme popularidade nos últimos meses, especialmente o DALL-E e o Stable Diffusion. Estes modelos permitem criar uma imagem a partir de uma simples descrição de texto, e os resultados podem ser impressionantes pelo seu realismo. Com o aumento destes serviços, há uma preocupação crescente com a utilização de imagens geradas propositadamente para difundir informações falsas online, especialmente no caso de imagens para fins jornalísticos.
Para além dos conteúdos jornalísticos, outras áreas podem também ser gravemente prejudicadas por este tipo de conteúdos. Por exemplo, um fotógrafo alemão testou a capacidade dos seres humanos para detectar conteúdos falsos ao participar num concurso de fotografia com uma imagem gerada pela Inteligência Artificial. Ganhou o concurso.
“Imagens falsas e manipuladas são uma grande preocupação para as organizações de notícias”, comenta o director da divisão de fotografia da Associated Press, David Ake. “Não só contribuem para a desinformação, como também acabam por minar a confiança do público em imagens reais e exactas”, disse o especialista.

























































