Os pacotes de cereais têm muitas palavras que nos levam a crer que este produto é uma escolha realmente saudável e nutritiva, tanto para crianças como para adultos.
Na verdade, e de acordo com o portal NiT, estes cereais são altamente processados e têm poucas propriedades de grãos integrais. Além disso, para serem ricos em determinados nutrientes, a indústria tem de os adicionar de forma artificial. Já para não falar de que a grande maioria tem teores de açucares bastante elevados (açúcar refinado), o que provoca um aumento repentino da glicémia seguido de uma descida. Ou seja, terá fome passado pouco tempo.
O website Eat This, Not That falou com vários especialistas para saber o que acontece ao corpo quando come cereais açucarados com regularidade.
Sente-se com energia, mas não por muito tempo
“O aumento e a subsequente queda nos níveis de glicose no sangue podem levar a flutuações nos níveis de energia”, revela a dietista Danielle Crumble Smith.
Os níveis de açúcar no sangue podem aumentar e depois cair
“O açúcar e os grãos refinados que contêm são rapidamente digeridos e absorvidos pela corrente sanguínea, o que resulta num rápido aumento nos níveis de glicose no sangue”, explica a mesma especialista.
Sente fome logo a seguir
“Se escolher um cereal com baixo teor de fibras, o corpo não demorará muito para decompor esses carboidratos em energia e não demorará muito para sair do estômago”, diz Annette Snyder, outra dietista.
Está a consumir menos proteínas
“A proteína tem um efeito térmico maior do que os carboidratos ou gorduras, o que significa que o seu corpo queima mais calorias ao digerir e metabolizar as proteínas em comparação com outros nutrientes”, continua Danielle Crumble Smith.
Acaba por querer comer mais açúcar
“Depois de consumir açúcar, o cérebro pode ir ao encontro dessa sensação gratificante e levar ao desejo por mais alimentos açucarados ou ricos em carboidratos”, afirma Smith.
Pode aumentar de peso
“Muitas vezes, as pessoas servem-se mais do que a quantidade recomendada, às vezes até o dobro ou o triplo”, conclui a especialista Annette Snyder.