O governador do Banco de Moçambique (BdM) afirmou esta quarta-feira, 1 de Novembro, que o sector bancário nacional está “sólido e bem capitalizado”, mas alertou que o crédito em incumprimento permanece em níveis elevados.
Rogério Zandamela, que falava na abertura do 48.º Conselho Consultivo do banco central, na cidade de Inhambane, sul do País, enfatizou que “o rácio de crédito em incumprimento continua em níveis relativamente elevados”, apontando que, em Setembro último, se situava em 9,1% do total, contra 9,3% registado em igual período do ano passado.
“O sector bancário nacional continua sólido e bem capitalizado, tendo o rácio de solvabilidade se fixado em 24% em Setembro do corrente ano, correspondente a 12 pontos percentuais acima do mínimo regulamentar”, destacou Zandamela.
Na mesma intervenção, ainda sobre o sector bancário, o governador do BdM sublinhou que “uma das reformas importantes para a dinamização das transacções económicas” é o processo, em curso, de transição da Rede Única Nacional de Pagamentos Electrónicos para a nova plataforma de processamento de pagamentos electrónicos, Euronet, “que se encontra numa fase bastante avançada”.
“Neste momento, os bancos já se encontram totalmente integrados na nova plataforma, incluindo as instituições de moeda electrónica, que contribuem, de forma particular, para impulsionar as transacções económicas nas zonas recônditas do País, bem como os níveis de inclusão financeira”, reconheceu.
A fonte acrescentou, igualmente, que a nova plataforma de processamento da SIMOrede “tem a vantagem de oferecer uma diversificada gama de produtos e serviços entre novos e antigos, com destaque para a interoperabilidade entre as instituições de moeda electrónica, bancos e outros prestadores de serviços financeiros”.
“Com a nova plataforma conseguimos cumprir com os mandatos internacionais dos sistemas de pagamentos, que impõem a tecnologia ‘contactless’ para todos os cartões bancários e terminais POS, tecnologia essa que oferece maior segurança e comodidade para os utentes”, destacou, reconhecendo que “outra reforma que contribuirá para melhorar o ambiente de negócios circunscreve-se no processo em curso de regulamentação da Lei Cambial”, que “irá permitir a operacionalização do princípio da liberalização gradual da conta capital prevista na Lei, aprovada no ano passado, facilitando, assim, a entrada e saída de capitais, com efeitos no aumento do volume de investimentos”.
Adicionalmente, Zandamela salientou que a instituição que dirige está engajada, juntamente com outras instituições nacionais, na implementação do plano de acções para a remoção de Moçambique da Lista Cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional no âmbito da prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.
“É nossa convicção que a implementação efectiva do plano de acções contribuirá para reforçar um ambiente propício de atracção de mais investimento directo estrangeiro”, concluiu.


























































