A companhia nacional Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciou nesta segunda-feira, 30 de Outubro, que está tudo a postos para a retoma, no próximo dia 12 de Dezembro, da rota Maputo-Lisboa, com três voos semanais e com um custo operacional de 42 mil dólares (equivalente a 2,6 milhões de meticais) por viagem.
A informação foi avançada pelo director-geral da LAM, João Carlos Pó Jorge, durante uma conferência de imprensa, onde explicou que as viagens serão efectuadas num Boeing 777 pertencente a um operador português denominado “EuroAtlantic Airways – Transportes Aéreos”, com capacidade para mais de 300 pessoas.
“Com esta iniciativa, pretendemos promover o turismo e as relações comerciais. O avião é relativamente grande e possui grande capacidade de carga. Contamos com profissionais altamente qualificados, sendo alguns deles moçambicanos”, detalhou.
A fonte acrescentou ainda que “os bilhetes para os voos já estão à venda, e as operações não serão feitas somente pelos profissionais da LAM, uma vez que estes não têm ainda conhecimento suficiente para ligações intercontinentais”.
Na sua intervenção, o responsável revelou que no dia 22 de Novembro próximo vai entrar em funcionamento o voo Maputo-Cape Town, que será feito em parceria com um operador sul-africano.
“Para esta rota, contaremos com um avião de entre 70 a 90 lugares, dependendo da capacidade necessária no momento”, salientando que “as viagens serão feitas três vezes por semana”.
Por sua vez, no que diz respeito aos custos operacionais, o director de Projectos da Fly Modern Ark (FMA), Sérgio Matos, clarificou que para o caso Maputo-Lisboa, o operador português irá cobrar à empresa moçambicana 42 mil dólares por viagem, enquanto o voo de Maputo-Cape Town custará, por mês, 85 mil dólares (equivalente a 5,3 milhões de meticais).
Segundo a entidade, as operações são sustentáveis, uma vez que a LAM poderá facturar valores suficientes para fazer face aos gastos e, ao mesmo tempo, obter algum lucro.
“O processo é sustentável, porque, por exemplo, para a rota Maputo-Lisboa, a LAM poderá facturar por voo entre 550 a 600 mil dólares e, deduzidos os custos operacionais, poderão restar para a companhia 320 mil dólares de ganhos”, elucidou.
Em Maio passado, a companhia aérea moçambicana revelou a intenção de reabrir a rota enquanto estratégia de optimizar os recursos humanos existentes, uma vez que a empresa conta, neste momento, com 753 trabalhadores ao serviço de apenas sete aviões.
A LAM está, desde 18 de Abril, a ser gerida pela empresa sul-africana Fly Modern Ark, entidade contratada pelo Governo para a sua reestruturação.






















































