O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa o crescimento de Angola para 1,3% este ano, menos de metade da previsão de 3,3% para a África Subsaariana, e estima uma recessão de 6,2% na Guiné Equatorial.
“Na África Subsaariana, o crescimento deverá declinar para 3,3% em 2023 antes de aumentar para 4% em 2024, havendo revisões em baixa de 0,2 pontos e 0,1 pontos, respectivamente, para 2023 e 2024, com o crescimento a manter-se abaixo da média histórica de 4,8%”, diz o FMI no relatório sobre as Perspectivas Económicas Mundiais, divulgado esta terça-feira, 10 de Outubro, em Marraquexe, onde decorrem os encontros anuais do FMI e do Banco Mundial.
“O abrandamento projectado reflecte, em muitos casos, a degradação dos choques climáticos, o abrandamento mundial e problemas na oferta interna, incluindo, principalmente, no sector da electricidade”, lê-se no relatório, que apresenta apenas alguns dados macroeconómicos sobre os países africanos, deixando a análise para o final da tarde desta terça-feira, quando começarem a ser divulgados os documentos específicos sobre a região.
Ainda assim, neste World Economic Outlook (Perspectivas Económicas Mundiais), o Fundo Monetário Internacional já apresenta os dados sobre o crescimento macroeconómico e inflação, entre outros, para todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), e alerta para o aumento do sobreendividamento na África Subsaariana, avisando que “os custos de endividamento para os mercados emergentes e para as economias em desenvolvimento continuam elevados, limitando a despesa prioritária e aumentando o risco de sobreendividamento”.
No relatório, o organismo acrescenta que a percentagem de países que paga mais de 10% para se endividar no mercado financeiro internacional era de 24% em Agosto, muito mais elevada do que os 9,3% de países que, em Agosto de 2021, pagavam mais de 10% de juros ao ano.
“Para a África Subsaariana, os juros ainda excedem os 680 pontos-base [6,8% do total do empréstimo] em mais de metade dos casos, e a percentagem de países de baixo rendimento (56%) e mercados emergentes (25%) em elevado risco ou já em sobreendividamento este ano continua elevada, como no ano passado”, alerta no relatório.

























































