Depois de três meses a registar recordes nas temperaturas máximas, a União Europeia (UE) avisa que também este ano deverá ser o mais quente da história.
O Serviço Europeu de Monitorização das Alterações Climáticas do Copernicus (C3S) anunciou esta quarta-feira, 6 de Setembro, que “este ano será provavelmente o mais quente da história”.
O serviço de monitorização da União Europeia falou sobre os últimos meses de Verão, que atingiram recordes no hemisfério Norte. “Os três meses passados são os mais quentes que tivemos em, aproximadamente,120 mil anos”, referiu a directora-adjunta deste serviço de monitorização europeu, Samantha Burgess, à agência France-Presse (AFP).
No hemisfério Sul também foram batidos muitos recordes de calor em pleno Inverno austral, período em que se registaram sempre (tanto pela Europa como por outras partes do mundo) ondas de calor, secas e incêndios florestais.
Perante os resultados do C3S, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, reagiu, afirmando que “o nosso planeta acaba de passar por uma temporada de ebulição, o Verão mais quente já registado”, concluindo que “o colapso climático começou.
“O nosso clima está a implodir mais depressa do que conseguimos aguentar, com fenómenos meteorológicos extremos a atingir todos os cantos do planeta”, lamentou, apontado que “os cientistas têm alertado para as consequências da nossa dependência dos combustíveis fósseis”.
Os alertas para estas situações têm vindo a ser deixados por várias entidades, tendo o secretário-geral da ONU, já no final de Julho, referido as questões das alterações climáticas como em ebulição.
António Guterres afirmou ainda que “a temporada ia ser cruel para locais como a América do Norte, África e Europa, mas que também o resto do mundo era afectado”, sublinhando que “para o planeta inteiro, é um desastre”.

























































