O Millennium bim e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) assinaram esta terça-feira, 1 de Agosto, em Maputo, um memorando de entendimento que visa definir as condições de acesso aos produtos do banco para alavancar as capacidades financeiras das Pequenas e Médias Empresas (PME) do sector de petróleo e gás.
Com este passo, o Millennium bim assegura um mecanismo de financiamento às PME com participação nos projectos de petróleo e gás, visando permitir que este segmento tire proveito das oportunidades criadas nos hidrocarbonetos.
“A parceria com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) é uma iniciativa muito importante para o Millennium bim, uma vez que, através deste memorando de entendimento que assinámos, iremos conceder um conjunto de condições especiais de acesso aos nossos produtos e serviços financeiros às PME previamente identificadas no âmbito do Programa Linkar da ENH”, explicou o presidente da Comissão Executiva do Millennium bim, João Manuel Martins.
Concebido pela ENH e lançado em 2022, o programa LINKAR pretende promover o desenvolvimento das PMEs nacionais na indústria de Petróleo e Gás, através da assistência técnica, capacitação, apoio institucional, certificação e padronização de processos, bem como por via de identificação de oportunidades de ligações empresariais e de firmação de contratos para a prestação de serviços. O programa conta já com cerca de 1.5 milhões de dólares, desembolsados pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).
A este respeito, o PCE do bim prosseguiu: “Desta forma, estaremos igualmente a promover o conteúdo local, aspecto que consideramos estratégico. Através desta parceria, ficamos alinhados com o Programa Linkar do ENH, que tem a visão central de estimular as ligações dos processos produtivos entre as PME e os grandes projectos actualmente em execução no sector de petróleo e gás em Moçambique”, apontou.
Reconhecendo que o custo do dinheiro é elevado em Moçambique, João Manuel Martins assegurou que “o banco vai tentar colocar o seu financiamento a um preço competitivo para que as PME tirem vantagem das oportunidades oferecidas pelo sector do petróleo e gás. No sector financeiro não se consegue crescer cobrando taxas altas, [logo], vamos tentar praticar as taxas mais baixas”.
Por sua vez, o presidente da ENH, Estêvão Pale, considerou importante o fortalecimento da capacidade financeira das PME moçambicanas para poderem participar nos projectos de hidrocarbonetos, tendo em conta o elevado grau de exigência imposto pelas multinacionais do ramo.
“No nosso entender, a contribuição da indústria de petróleo e gás para a economia não deverá levar em conta apenas as participações do Estado, pois é importante a participação do sector privado nacional na indústria, em particular as PME, que constituem a grande maioria das operadoras do sector privado nacional”, defendeu Estêvão Pale, considerando que “a área de petróleo e gás é muito exigente e as empresas nacionais precisam de ser capacitadas, não só em termos técnicos e padrões, mas também de financiamento”.
O acordo assinado entre o Millennium bim e a ENH é válido por cinco anos e os montantes serão disponibilizados em função das necessidades e capacidade de reembolso das empresas beneficiárias.
À data de 30 de Junho, Millennium bim contava com um capital social de 4,5 mil milhões de meticais (64,1 milhões de euros), a maioria detido pelo BCP África (grupo Millennium BCP), com uma participação de 66,69%, seguindo-se o Estado de Moçambique (17,12%), o Instituto Nacional de Segurança Social de Moçambique (4,95%) e a Empresa Moçambicana de Seguros (4,15%), entre outros accionistas.

























































