O Presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, garantiu aos parceiros de desenvolvimento e aos credores que o seu Governo está empenhado na implementação de reformas fundamentais para resolver o problema da dívida e dos pagamentos em atraso do país, que ascende a cerca de 8,3 mil milhões de dólares.
As reformas na governação, a reforma da propriedade fundiária, a indemnização dos antigos proprietários agrícolas e a resolução dos acordos bilaterais de protecção dos investimentos representam os três pilares fundamentais do programa de execução do Zimbabué, segundo o comunicado de imprensa divulgado esta quarta-feira, 17 de Maio.
De acordo com o estadista zimbabueano, que falava no âmbito do fórum de alto nível sobre a resolução da dívida, realizado na segunda-feira (15) na capital, Harare, “apesar dos desafios associados à dívida excessiva e exacerbada pelas sanções económicas ilegais, o Zimbabué está a dar passos importantes para o bem do nosso povo”.
O fórum contou com a presença do presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, do antigo Presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, funcionários governamentais, parceiros de desenvolvimento, sector privado, antigos proprietários agrícolas e organizações da sociedade civil.
Akinwumi Adesina, também defensor oficial da liquidação dos pagamentos em atraso e da resolução da dívida, disse que “o Zimbabué não pode subir a colina da recuperação económica com uma mochila cheia de dívidas às costas”, acrescentado que “chegou o momento de uma liquidação global dos pagamentos em atraso e de uma resolução da dívida”.
Sobre as reformas agrárias e as compensações, o presidente do BAD afirmou que o Banco está a trabalhar com o Governo do Zimbabué para desenvolver instrumentos e estruturas financeiras inovadoras que possam ser utilizadas para antecipar a mobilização de 3,5 mil milhões de dólares para as compensações.
Por outro lado, o antigo Presidente de Moçambique, Joaquim Alberto Chissano, reiterou que “a crise no país está a ter consequências terríveis na região, uma vez que o Zimbabué se encontra no coração da África Austral”. De acordo com Chissano, “muitos planos de desenvolvimento de infra-estruturas regionais, incluindo estradas, caminhos-de-ferro e linhas de transmissão de energia, foram paralisados, sendo que o comércio livre continental é também prejudicado pela situação que prevalece no Zimbabué”, sublinhou.


























































