O sector privado nacional defendeu nesta segunda-feira (8), na cidade de Maputo, a necessidade de empresas estrangeiras observarem com rigor a implementação do conteúdo local no processo de implantação e investimento nos grandes projectos ligados à energia, levados a cabo no País.
De acordo com o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, deve-se apostar na maximização da participação do empresariado nacional nos grandes projectos e na adição de valor, condição necessária para a industrialização e diversificação económica.
Intervindo durante o Fórum de Negócios Moçambique-Itália, Agostinho Vuma afirmou que o desenvolvimento do sector da energia está directamente ligado ao conteúdo local, e que os investidores devem abrir espaço para que haja ligações entre todos os empresários no sentido de assegurar a transferência de tecnologias e garantir o acesso da informação sobre as oportunidades de negócios.
“Não estamos a propor um instrumento xenófobo, isto é, não queremos um instrumento que iniba o investimento. Defendemos apenas ser necessário assegurar benefícios para as comunidades onde os projectos estão inseridos, o emprego da mão-de-obra nacional e aplicação de recursos locais”, salientou.
Segundo a explicação do responsável, “a experiência internacional mostra que uma das formas de ligar os grandes projectos de recursos naturais ao resto da economia é a adopção de acções de conteúdo local por forma que garantam a participação dos nacionais nesses empreendimentos, que é uma das vias para trazer maior inclusão de toda a sociedade na partilha de benefícios”.
Dando uma breve experiência, o presidente da Câmara de Comércio Moçambique-Itália (CCMI), Simone Santi, revelou que o seu país conseguiu desenvolver e estar na lista de uma das maiores economias do mundo, graças ao trabalho feito em conjunto, e à aposta no conteúdo local e promoção das Pequenas e Médias Empresas (PME).
“A Itália é um país que conseguiu, com pouquíssimo recursos naturais, desenvolver uma das maiores cadeias de valor na área da energia no mundo. Por isso, deve existir também uma abertura para reflexão, investimento em infra-estruturas para a transformação da matéria-prima, para que Moçambique também alcance o desenvolvimento”, concluiu.
No evento de um dia (8 de Maio), estiveram representadas mais de 50 empresas italianas líderes no sector de energia a operar em Moçambique, África do Sul e outras provenientes das câmaras italianas da Ásia.
O Fórum teve como tema de destaque o “sector de gás, a economia circular e verde (biomassa, energia solar, hidrogénio e a gestão de resíduos)”.

























































