A pesca artesanal ou de pequena escala é considerada insustentável no País, segundo avançou nesta quinta-feira (20), a ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Lídia Cardoso, tendo por isso defendido a criação de um sistema de financiamento internacional mais arrojado e com processos apropriados.
Moçambique detém a terceira maior área costeira de África, com uma extensão de cerca de 2600 quilómetros, o que traz algumas fragilidades na administração das pescas. Além da pesca ilegal, a costa nacional é propensa à pirataria e ao tráfico de drogas.
Por isso, para proteger a subsistência das comunidades que dependem da pesca, a ministra sugeriu a tomada de algumas medidas que podem resolver o problema da insustentabilidade no sector.
“Propomos o estabelecimento de um sistema de financiamento internacional mais arrojado e eficaz, especialmente para os países de baixa renda, e que poderá ser feito por via de esquemas bancários apropriados e no contexto da economia azul, para a construção de infra-estruturas de apoio à pesca, em particular para o desembarque, visando o ordenamento da actividade e o seu controlo”, afirmou Lídia Cardoso.
Intervindo durante uma sessão informativa sobre o tema “Proteger a Subsistência das Comunidades Pesqueiras Locais em Moçambique”, a ministra salientou que deve haver melhorias também na gestão pesqueira.
“Deve haver o desenvolvimento de esquemas que assegurem a sustentabilidade dos órgãos de gestão participativa das pescarias e também a adopção de um conjunto de medidas estruturais, por via da alteração do desenho dos programas de desenvolvimento que permitam que as acções no seio das comunidades pesqueiras sejam social, económica e ambientalmente sustentáveis e não voltem ao ponto de partida após o seu término”, alertou.


























































