A comissão internacional, liderada pela empresa sul-africana Fly Modern Ark, indicada pelo Governo, no quadro da revitalização da imagem das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) já se encontra no País e começou hoje, terça-feira, 18 de Abril, a trabalhar com vista a alcançar os objectivos traçados.
Segundo avança o ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, citado pelo jornal Notícias, a equipa estrangeira já foi apresentada aos gestores nacionais, salientando que as partes vão trabalhar juntas durante um período de seis meses ou um ano.
A companhia sul-africana traz consigo os seus aviões e equipamentos de modo a operar e ajudar na melhoria de gestão da LAM que, como é do conhecimento público, se encontra com sérios problemas financeiros e operacionais. “Ainda não há um número específico de aviões que a Fly Modern Ark vai alocar às operações em Moçambique, devendo tudo depender da avaliação das necessidades e da capacidade que a LAM tem”, explicou o governante.
No que diz respeito à questão da redução do preço das passagens, uma das queixas desde sempre apontada à operação da LAM, Mateus Magala afirmou que esse é, de facto, um dos objectivos da nova estratégia de reabilitação e reposicionamento da companhia.
“Geralmente, a redução de tarifa está aliada a uma boa gestão do sector da aviação civil. Portanto é com base nestes trabalhos, que pretendemos alcançar com brevidade essa redução para que os passageiros possam beneficiar de maior acesso à LAM”, acrescentou o ministro.
No dia 5 do mês em curso, o ministro dos Transportes e Comunicações anunciou que a LAM passaria a ser gerida por uma comissão internacional para revitalização da companhia, na altura, revelou que a decisão de colocar a companhia nacional sob nova gestão, se segue a uma avaliação realizada no ano passado com o suporte do Banco Mundial.
A transportadora aérea estatal moçambicana tem enfrentado nos últimos anos uma série problemas operacionais relacionados com uma frota reduzida e falta de investimentos, com registo até de alguns incidentes, não fatais, associados por especialistas à ineficiente manutenção das aeronaves.
Dados oficiais indicam que a LAM tem uma dívida estimada em 300 milhões de dólares (18,9 mil milhões de meticais).
Uma análise do Centro de Integridade Pública (CIP), divulgada no final do ano, apontou a LAM como uma das empresas tecnicamente insolventes do sector empresarial do Estado, a sobreviver de injecções de capital e de garantias estatais para responder perante os credores, e, como tal, representando um elevado risco para a dívida pública.


























































