O presidente da República, Filipe Nyusi, apelou esta segunda-feira, 14 de Novembro, aos produtores dos distritos onde a segurança foi reposta na província de Cabo Delgado, para voltarem à actividade agrícola, dizendo que os “terroristas estão a fugir”.
“Abracem a vossa actividade de produção, porque fazem ‘machamba’ [cultivo] no tempo chuvoso”, incentivou Nyusi.
O chefe de Estado falava durante a cerimónia de lançamento da campanha agrícola 2022-2023, no distrito de Mocímboa da Praia, Norte do país, cuja vila foi libertada há cerca de um ano do controlo dos grupos armados que protagonizam ataques na província de Cabo Delgado.
Filipe Nyusi avançou que os insurgentes estão em fuga daquela província devido à acção das forças governamentais de Moçambique, do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
“Os terroristas foram desalojados de Mocímboa, graças aos jovens da Marinha e do Exército com os seus irmãos do Ruanda e da SADC”, sendo que “a batalha contra os grupos armados ainda não acabou e a perseguição aos insurgentes continua”, avançou.
Na cerimónia desta segunda-feira, Filipe Nyusi entregou equipamento de produção agrícola a 200 famílias de Mocímboa da Praia, no âmbito de uma iniciativa de assistência que vai abranger 25 mil produtores dos distritos afectados pela violência armada na província de Cabo Delgado, que enfrenta há cinco anos uma insurgência armada promovida por rebeldes, com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.
A insurgência levou a uma resposta militar desde há um ano com apoio do Ruanda e da SADC, libertando distritos junto aos projectos de gás, mas surgiram novas vagas de ataques a sul da região e na vizinha província de Nampula.
Em cinco anos, o conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e cerca de 4000 mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED.



























































