O petróleo segue a negociar com ligeiras perdas, numa altura em que uma nova contracção da actividade industrial na China agravou as preocupações quanto a uma redução da procura. Ainda assim, pela primeira vez desde Outubro, o “ouro negro” caminha para fechar o mês com ganhos.
O West Texas Intermediate (WTI) – negociado em Nova Iorque – desvaloriza 0,50% para 87,46 dólares por barril, mantendo-se a negociar abaixo dos 88 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte – referência para as importações europeias – cede 0,54% para 95,25 dólares por barril.
Em termos mensais, o crude avançou 9% este mês, após a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (OPEP+) de reduzir a produção de petróleo em dois milhões de barris por dia. A medida entra em vigor em Novembro.
Já o preço dos contratos de gás natural negociado em Amesterdão (TTF), que serve de referência para o mercado europeu, cede 4,95% para 132,415 euros por megawatt-hora, após dois dias consecutivos a valorizar. A contribuir para esta queda estão as temperaturas acima da média para esta época do ano, o que atrasou a necessidade de aquecimento, permitindo o aumento das reservas desta matéria-prima.
Contudo, o CEO da gigante da energia italiana Eni SpA, Claudio Descalzi, alerta que a recente queda dos preços do gás natural poderá não durar. “É uma situação temporária. Teremos problemas em 2023, porque em 2023 não teremos gás russo”, afirmou em Abu Dhabi, segundo a Bloomberg.


























































