De acordo com dados da Bloomberg, a bitcoin caía 5,27% para 21 988,30 dólares. No entanto, durante a manhã desta terça-feira, 14 de Junho, chegou a perder 10,25%, atingindo um mínimo de 20 800 dólares.
A criptomoeda soma esta terça-feira, 14 de Junho, a sua oitava sessão consecutiva de queda, embora as maiores perdas se tenham registado na segunda-feira, quando afundou 15%.
A desvalorização aconteceu depois de se saber que a plataforma de negociação e empréstimo de criptomoedas Celsius Network tinha suspendido todos os levantamentos, trocas e transferências entre contas devido às “condições extremas” do mercado.
No entanto, os especialistas lembram que desde sexta-feira (10 de Junho), quando os dados de inflação nos Estados Unidos (EUA) foram divulgados, o que surpreendeu os mercados, a bitcoin perdeu significativamente.
Nesse sentido, o analista do IG Sergio Ávila explica que a taxa de inflação nos EUA, que subiu para 8,6% em Maio, acima do esperado pelos analistas, “faz com que o mercado desconte subidas mais agressivas das taxas de juro dos bancos centrais e pressione a Reserva Federal a aumentar ainda mais a sua taxa de referência”.
“Os aumentos das taxas de juros afectam negativamente a tecnologia, todos os sectores que têm que ver com o crescimento e, claro, as criptomoedas, que são condicionadas da mesma forma”, adverte Ávila.
Desde o último aumento das taxas de juros anunciado pela Fed, a 4 de Maio, a bitcoin perdeu 40% de seu valor. O valor desta criptomoeda quebrou 66% face aos máximos históricos atingidos em Novembro do ano passado, quando atingiu os 69 000 dólares.
























































