O Beyond the Grid Fund for Africa (BGFA), uma instituição financeira internacional focada em investimentos ambientais e climáticos, está a lançar, na República Democrática do Congo, uma ronda de financiamento de 15 milhões dólares para apoiar a electrificação através de soluções de energia renovável fora da rede.
Os fornecedores de energia solar fora da rede que operam na República Democrática do Congo (RDC) têm a oportunidade de receber financiamento para acelerar as suas actividades.
Gerido pela Nordic Environment Finance Corporation (NEFCO), este mecanismo de financiamento multi-dadores tem vindo a implementar um programa de 107 milhões de dólares desde 2019 para apoiar o acesso à electricidade de fontes renováveis na África Subsaariana.
A ronda de financiamento lançada na RDC é apoiada pela Suécia, através do braço financeiro da sua diplomacia, a Agência Sueca de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (SIDA, sigla em ingês).
A iniciativa visa acelerar a entrada e o desenvolvimento de empresas comercialmente viáveis na RDC, com enfoque nas comunidades mal servidas. A ronda de financiamento apoiará os fornecedores de sistemas solares domésticos, mini-redes alimentadas por energia solar e outros dispositivos produtivos alimentados por energia solar.
“O estudo de mercado realizado na Primavera de 2022 confirmou a necessidade aguda de acesso à electricidade na RDC, com uma acessibilidade muito limitada de soluções energéticas fora da rede na maior parte do país”, explica Dennis Hamro-Drotz, gestor sénior de programas da NEFCO.
Como parte desta ronda de financiamento para a RDC, a instituição financeira planeia lançar um convite à apresentação de propostas em 21 de Junho de 2022 para seleccionar futuros beneficiários.
Este será o quarto convite à apresentação de manifestações de interesse da BGFA na África Subsaariana. O mais recente foi lançado em Maio de 2021 no Uganda, com um financiamento de 20,7 milhões de dólares para electrificação que abrangeria três milhões de pessoas.
Esta ronda de financiamento irá acelerar o processo de eletrificação na RDC, uma vez que o país conta com uma população estimada em quase 90 milhões, com uma taxa de acesso à electricidade inferior a 20%, de acordo com dados do Banco Mundial de 2020. Segundo o Power Africa, menos de 10% dos congoleses que vivem em zonas rurais têm acesso à electricidade.

























































