No dia em que se assinala uma semana desde o início da invasão da Rússia à Ucrânia, o petróleo continua a negociar em forte alta nos mercados internacionais. O barril mantém a trajectória de subida, fazendo agora mira aos 120 dólares.
Ao início da manhã desta quinta-feira (03 de Março), os futuros do Brent para entrega em Maio subiam quase 4%, para 117,03 dólares o barril. Na sessão, os contratos que servem de referência para as importações nacionais chegaram mesmo a cotar em 118,2 dólares, um máximo de fevereiro de 2012.
Em simultâneo, os futuros do WTI em Nova Iorque para entrega em Abril subiam mais de 3,5%, para 114,58 dólares. No limite, o barril de light sweet do Texas transaccionou a 114,99 dólares o barril, um preço que já não era visto desde Abril de 2008.
A escalada dos preços do petróleo acontece numa altura em que petrolíferas em todo o mundo estão a descartar a matéria-prima com origem na Rússia, anunciam desinvestimentos no país e, em alguns casos, optam mesmo por cessar operações nesse mercado.
Na quinta-feira a tendência chegou a Portugal, com a Galp a anunciar que o Conselho de Administração decidiu suspender as compras de petróleo a fornecedores russos. “A Galp repudia a agressão russa contra o povo da Ucrânia.
O Conselho de Administração da Galp decidiu, por isso, suspender todas as novas aquisições de produtos de petróleo provenientes quer da Rússia quer de empresas russas”, escreveu a empresa num comunicado.
A forte alta do petróleo promete pressionar os governos Ocidentais, sendo um dos custos que mais rapidamente é passado aos consumidores por via do aumento dos preços dos combustíveis nas bombas. A Rússia é o terceiro maior exportador mundial de petróleo, atrás da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, que lideram o mercado.



























































